domingo, 10 de fevereiro de 2013

Mensagem do Papa para a Quaresma 2013


Crer na caridade suscita caridade

«Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16)  




Queridos irmãos e irmãs!
A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.
1. A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (…) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus caritas est1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que engloba todas as nossas faculdades – à revelação do amor gratuito e «apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está “concluído” e completado» (ibid.,17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor – «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5, 14) – , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.
«A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (…) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente «o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado» (ibid., 7).
2. A caridade como vida na fé
Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o «sim» da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).
Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n’Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma «fé que actua pelo amor» (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).
A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é «caminhar» na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).
3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade
À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma «dialéctica». Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o activismo moralista.
A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e acção, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De facto, por vezes tende-se a circunscrever a palavra «caridade» à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o «serviço da Palavra». Não há acção mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressioo anúncio de Cristo é o primeiro e principal factor de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate8).
Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contacto com o divino que é capaz de nos fazer «enamorar do Amor», para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.
A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: «É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas acções que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos» (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.
4. Prioridade da fé, primazia da caridade
Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a acção do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:«Abbá! – Pai!» (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: «Jesus é Senhor!» (1 Cor 12, 3) e «Maranatha! – Vem, Senhor!» (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).
Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).
A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Baptismo e a Eucaristia. O Baptismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé («saber-se amado por Deus»), mas deve chegar à verdade da caridade («saber amar a Deus e ao próximo»), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).
Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!
Vaticano, 15 de Outubro de 2012
BENEDICTUS PP. XVI

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Maria: A mulher simples, pobre e humilde que nos enriquece.



            No cântico do Magnificat (Lc 1, 39-56) o evangelista Lucas apresenta Maria reconhecendo-se pequena entre todas as mulheres. Maria faz parte dos anawin, os pobres do Senhor que esperavam o Messias libertador.
            Para Lucas, Maria é pobre, simples, humilde, batalhadora. Uma mulher que não se entrega às dificuldades, mas que encontra uma saída no temor de Deus.
            Maria sustenta a fé os fracos com sua fé forte, enraizada no mistério da redenção. Para ela ser pobre é um dom que enriquece aquele que traz para junto de si a força de Deus.
            O coração de Maria sempre foi despojado, nunca acumulou riquezas, justamente para se colocar a serviço do Filho. Ela viveu a pobreza como sinal de vida e soube renunciar o supérfluo em favor de um bem maior. Podemos aprender com ela a viver mais voltados para Cristo.
            Maria vive para Deus, volta-se inteiramente ao Reino e com isso mostra a única verdade que o mundo precisa conhecer: Jesus Cristo. Ela faz tudo para que o Filho brilhe nas almas dos fiéis.
            Que a pobreza vivida por Maria enriqueça nossa busca pelo transcendente e nos ajude a viver com dignidade e serviço, promovendo ações que devolvam a vida aos pobres e humildes.
            Ser Cristão é fazer a opção pelos pobres, sem excluir os demais. Pois, todos somos pobres diante de Deus.

Com base no artigo do Pe. Nilton Boni, revista Ave Maria de janeiro de 2013.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Apresentação de Jesus no Templo


A Igreja celebra no dia 2 de fevereiro a festa da Apresentação de Jesus no Templo. O Catecismo da Igreja explica este momento importante na vida do Menino Jesus: 
“A apresentação de Jesus no Templo mostra-o como o Primogênito pertencente ao Senhor. Com Simeão e Ana, é toda a espera de Israel que vem ao encontro de seu Salvador. Jesus é reconhecido como o Messias tão esperado, “Luz das nações” e “Glória de Israel”, mas também “sinal de contradição”. A espada de dor predita a Maria anuncia esta outra oblação, perfeita e única, da Cruz, que dará a salvação que Deus “preparou diante de todos os povos”. (§529) 
O Papa João Paulo II fez uma bela Catequese sobre este tema, que transcrevo aqui, retirado do jornal L’Osservatore Romano, Ed. Port. n.50, 14/12/1996, pag. 12(580) 



1. “No episódio da apresentação de Jesus no Templo, São Lucas ressalta o destino messiânico de Jesus. Objetivo imediato da viagem da Sagrada Família, de Belém a Jerusalém, é, segundo o texto lucano, o cumprimento da Lei: “Quando se cumpriu o tempo da sua purificação, segundo a lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para O apresentarem ao Senhor, conforme está escrito na lei de Deus: Todo o primogênito varão será consagrado ao Senhor” e para oferecerem em sacrifício, como se diz na lei do Senhor, um par de rolas ou duas pombinhas” (Lc. 2, 22-24).Com este gesto, Maria e José manifestam o propósito de obedecer fielmente à vontade de Deus, rejeitando qualquer forma de privilégio. A vinda deles ao templo de Jerusalém assume o significado de uma consagração a Deus, no lugar da Sua presença.Induzida pela sua pobreza a oferecer rolas ou pombinhas, Maria dá na realidade o verdadeiro Cordeiro, que deverá redimir a humanidade, antecipando com o seu gesto quanto era prefigurado nas ofertas rituais da Antiga Lei. 



2. Enquanto a Lei requeria apenas à Mãe a purificação após o parto, Lucas fala do “tempo da sua purificação” (Lc 2, 22), querendo, talvez, indicar ao mesmo tempo as prescrições relativas à Mãe e ao Filho primogênito.A expressão “purificação” pode surpreender-nos, porque é referida a uma Mãe que obtivera, por graça singular, ser imaculada desde o primeiro instante da sua existência, e a um Menino totalmente santo. É preciso porém, recordar que não se tratava de purificar a consciência de alguma mancha de pecado, mas somente de readquirir a pureza ritual, a qual, segundo as idéias do tempo, era atingida pelo simples fato do parto, sem que houvesse alguma forma de culpa.O evangelista aproveita a ocasião para sublinhar o vínculo especial que existe entre Jesus, enquanto “primogênito” (Lc. 2, 7.23) e a santidade de Deus, bem como para indicar o Espírito de humilde oferenda que animava Maria e José (cf. Lc. 2, 24). Com efeito, o “par de rolas ou duas pombinhas” era a oferta dos pobres (Lv. 12, 8). 



3. No Templo José e Maria encontram-se com Simeão, “homem justo e piedoso, que esperava a consolação de Israel” (Lc. 2, 25).A narração lucana nada diz do seu passado e do serviço que exerce no Templo; fala de um homem profundamente religioso, que cultiva no coração desejos grandes e espera o Messias, consolador de Israel. Com efeito, “o Espírito Santo estava nele” e “tinha-lhe… revelado… que não morreria antes de ter visto o Messias do Senhor” (2, 26). Simeão convida-nos a contemplar a ação misericordiosa de Deus, o Qual efunde o Espírito nos seus fiéis para realizar o Seu misterioso projeto de amor.Simeão, modelo do homem que se abre à ação de Deus, “impelido pelo Espírito” (Lc. 2, 27), vai ao Templo onde encontra Jesus, José e Maria. Tomando o Menino nos braços, bendiz a Deus: “Agora, Senhor, podes deixar o Teu servo partir em paz, segundo a Tua palavra” (Lc. 2, 29).Expressão do Antigo Testamento, Simeão experimenta a alegria do encontro com o Messias e sente ter alcançado o objetivo da sua existência; pode, então, pedir ao Altíssimo que lhe conceda a paz da outra vida.No episódio da apresentação pode divisar o encontro da esperança de Israel com o Messias. Pode-se também ver nele um sinal profético do encontro do homem com Cristo. O Espírito Santo torna-o possível, suscitando no coração humano o desejo desse encontro salvífico e favorecendo a sua realização.Nem podemos transcurar o papel de Maria, que entrega o Menino ao santo varão Simeão. Por vontade divina, é a Mãe que dá Jesus aos homens. 



4. Ao revelar o futuro do Salvador, Simeão faz referência à profecia do “Servo”, enviado ao Povo eleito e às nações. A Ele o Senhor diz: “Formei-Te e designei-Te como aliança do povo e luz das nações” (Is. 42, 6). E ainda: “É pouco que sejas Meu servo para restaurares as tribos de Jacó e reconduzires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, a fim de que a Minha salvação chegue até aos confins da terra” (Is. 49, 6).No seu cântico Simeão inverte a perspectiva, pondo em evidência o universalismo da missão de Jesus: “Os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: Luz para iluminar as nações e glória de Israel, Teu povo” (Lc. 2, 30-32).Como não maravilhar-se diante de tais palavras? “O pai e a Mãe de Jesus estavam admirados com o que se dizia d’Ele” (Lc. 2, 23). Mas José e Maria, com esta experiência, compreendem de modo mais claro a importância do seu gesto de oferta: no Templo de Jerusalém apresentam Aquele que, sendo a glória do Seu povo, é também a salvação da humanidade inteira. 

Por PROF. FELIPE AQUINO

DO Livro: A VIRGEM MARIA – 58 CATEQUESES DO PAPA JOÃO PAULO II

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Campanha da Fraternidade 2013 - Resumo do Texto Base


CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2013
Fraternidade e Juventude
Eis-me aqui, envia-me (Is 6,8)

- Introdução
Juventude expressa jovialidade. Jovialidade vem de duas palavras: jovial e idade. Idade significa essência, força, vigor. Jovial vem de Jovis, o nome com que os gregos designavam o deus supremo, o deus da força. Jovialidade é, pois, o vigor, a essência de ser jovem, expressa o sentido de vigor de Deus, força de Deus.
A Igreja no Brasil ao repropor Juventude como o tema da CF deseja refletir, rezar com os jovens, reapresentando-lhes o Evangelho como o sentido de vida e, ao mesmo tempo, como missão. Pois o Evangelho é nossa vida e nossa existência. A CF é um convite para irmos ao encontro dos jovens e, ao mesmo tempo, é um convite aos jovens para se deixarem encontrar por Jesus Cristo.

- Jovens seguidores de Cristo
No processo de constituição de sua identidade, é natural que cada jovem se coloque à procura de referências relevantes. A busca de modelos pelos jovens é uma porta que se abre para lhes apresentarmos a pessoa de Jesus Cristo. Nesse sentido, um importante desafio da evangelização junto aos jovens consiste em ajuda-los a escutar a voz de Cristo em meio a tantas outras vozes.
O encontro real com Jesus responde às buscas existenciais, provoca entusiasmo, é uma experiência que suscita o discipulado missionário. O seguimento é fruto de uma fascinação, o discípulo é alguém apaixonado por Cristo, a quem reconhece como mestre que o conduz e acompanha (Cf. DA 277). Jesus, na sua juventude, também procurava os mestres e se reunia com sua comunidade. É na comunidade, partilhando a vida, ouvindo as palavras de Jesus que os jovens vão compreender o sentido da vida no plano pessoal e coletivo.
O projeto de Jesus é modelo de projeto de vida para os jovens, pois seu jeito de viver orienta o nosso viver! Jesus viveu para amar. Não viveu para si mesmo, mas para os seus. Jesus é alguém que veio ensinar, primeiramente, não uma doutrina, mas uma nova maneira de ser e de estar no mundo, transformando-o de acordo com os valores do Reino.

- A Igreja e o jovem
A Igreja no Brasil entende que o jovem se constitui em um “lugar teológico”, isto é, acolhe a voz de Deus que fala por ele. De fato, Deus nos fala pelo jovem. Por isso é preciso acolher os jovens, como Jesus Cristo e proporcionar-lhes condições de vida e amadurecimento.
Todas as estruturas eclesiais são, portanto, convocadas a assumir como sua tarefa de expressar afetiva e efetivamente a opção preferencial pelos jovens, especialmente pelos mais empobrecidos (Texto Base 196).
A Igreja, em seu papel de Mãe na fé e Mãe educadora é a grande catequista dos jovens ajudando-os a crescer diante de Deus e dos seres humanos e ensinando-os a vivenciar o Evangelho como dom e tarefa na transformação do mundo. Faz-se necessário, sobretudo nos tempos atuais, uma catequese que ajude os jovens a assumir seu papel na comunidade eclesial e na sociedade. Os jovens precisam fazer a experiência da fé, muito mais do que apenas compreendê-la racionalmente.
A Igreja deve ser para o jovem o lugar do conhecimento e da experiência, do encontro e da amizade. Espaço propício para essa educação são os grupos de jovens, pastorais da juventude, movimentos, novas comunidades, etc. Esses espaços educativos e evangelizadores devem ser incentivados, apoiados e desenvolvidos em todas as nossas comunidades.
Como ministros dos sagrados mistérios, os Pastores devem ser os primeiros a acolher os jovens e servi-los em suas necessidades. Os consagrados, os catequistas, os missionários, os seminaristas, os leigos e os próprios jovens são convidados a se inserir profundamente nas estruturas dessa mudança de época, a encontrar novas linguagens para o anúncio do Evangelho, a testemunhar o amor de Jesus a cada jovem, a utilizar os recursos modernos de comunicação, das artes, dos esportes, enfim, tudo aquilo que possa ser útil e recomendável à consciência cristã.

- Jovens protagonistas
O protagonista é aquele que participa da sociedade e da Igreja de modo a influir significativamente nas transformações que fazem o mundo melhor. Sem o protagonismo o jovem não é motivado para assumir responsabilidade, para tomar iniciativa e para desenvolver habilidades de liderança. A juventude deve ser encorajada a assumir um papel de liderança e ousadia, para testemunhar a nova evangelização.
O protagonismo dos jovens é complementado e enriquecido pela assessoria, pelo preparo e pela experiência de adultos. Esse caminho deve ser trilhado de forma conjunta, fortalecendo o dialogo. A possível desconfiança de leigos e religiosos em relação ao potencial da juventude, para estar à frente de diferentes responsabilidades deve ceder lugar à confiança e ao caminhar junto.

- Pistas de ação
·        Despertar os jovens para o profundo sentido da consciência humana, que apela sempre para o que há de mais digno, justo e belo;
·        Proporcionar aos jovens oportunidades de diálogo com os pais, com os professores, com os sacerdotes, com os consagrados, com os seminaristas, com os catequistas, a respeito de seus projetos, de sua vocação, de seus desafios, de seus medos e de seus sonhos;
·        Auxiliar os jovens a se compreender nessa mudança de época e a tomar consciência da realidade da cultura midiática em que se encontram, percebendo valores, desafios e perigos;
·        Favorecer condições para que os jovens se abram à preciosidade da espiritualidade e da mensagem cristã, ao encontro profundo e sincero com Jesus Cristo;
·        Incentivar os jovens a produzir, em linguagem midiática, mensagens para serem veiculadas no formato de clipping eletrônico, videoclipes para o Youtube e para outras redes sociais.
·        Cuidar para que sejam propiciados aos jovens espaços e momentos para o seu encontro pessoal com Cristo;
·        Organizar com carinho e com profundidade a catequese de iniciação cristã. A difusão do catecismo jovem (Youcat) tem sido algo válido em muitas dioceses e possibilita ao jovem o conhecimento dos conteúdos fundamentais da fé cristã;
·        Promover, nas universidades, debates sobre a relação entre razão e fé, ciência e fé, sobre temas atuais relevantes, etc;
·        Utilizar nas dioceses e paróquias, segundo suas condições, os novos recursos midiáticos de comunicação, não só para o anúncio do Evangelho e divulgação dos eventos pastorais, mas também para uma catequese mais viva e atraente e para uma formação universitária mais abrangente. A novidade do Evangelho pode ser ainda mais atraente quando utilizamos meios modernos de apresentação virtual e dinâmica;
·        Valorizar e acolher os jovens, que devem ser vistos não só como o futuro da Igreja e da Humanidade, mas como o presente. Plenos de riqueza e de potencialidade, eles são fonte de testemunho de um verdadeiro amor a Cristo e à Igreja;
·        Reconhecer os jovens como sujeitos de direito, cuja voz deve ser ouvida, acolhida e respeitada;
·        Oferecer aos jovens canais de participação e envolvimento nas decisões nas instâncias eclesiais;
·        Preparar os jovens para o diálogo inter-religioso, para que desenvolvam o sentido da fraternidade universal dos seres humanos diante de Deus, do respeito às diferenças e principalmente na resolução de conflitos familiares por disparidade de culto, sabendo respeitar as diversidades das experiências religiosas de nosso povo;
·        Utilizar as redes para fomentar, divulgar e infundir o bem comum, com fóruns, debates e discussões via Web; reconhecer e favorecer o protagonismo juvenil na cultura midiática. Os jovens devem organizar encontros de formação para educar seus companheiros e outras pessoas ao uso sadio e educativo das novas mídias. 
Elaborado por Marcio Canteli, com base no Texto Base da CF 2013

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Santos Inocentes


Louvar a Deus pelo sangue de crianças inocentes deixa de parecer um absurdo para quem sabe contemplar na fé o Cordeiro, Jesus Cristo, vencedor de todo o mal.
Somente a monstruosidade de uma mente assassina, cruel e desumana, poderia conceber o plano executado pelo sanguinário rei Herodes: eliminar todas os meninos nascidos no mesmo período do nascimento de Jesus para evitar que vivesse o rei dos judeus. Pois foi isso que esse tirano arquitetou e fez. 
Impossível calcular o número de crianças arrancadas dos braços maternos e depois trucidadas. Todos esses pequeninos se tornaram os "santos inocentes", cultuados e venerados pelo Povo de Deus. Eles tiveram seu sangue derramado em nome de Cristo, sem nem mesmo poderem "confessar" sua crença.
Quem narrou para a história foi o apóstolo Mateus, em seu Evangelho. Os reis magos procuraram Herodes, perguntando onde poderiam encontrar o recém-nascido rei dos judeus para saudá-lo. O rei consultou, então, os sacerdotes e sábios do reino, obtendo a resposta de que ele teria nascido em Belém de Judá, Palestina. 
Herodes, fingindo apoiar os magos em sua missão, pediu-lhes que, depois de encontrarem o "tal rei dos judeus", voltassem e lhe dessem notícias confirmando o fato e o local onde poderia ser encontrado, pois "também queria adorá-lo".
Claro que os reis do Oriente não traíram Jesus. Depois de visitá-lo na manjedoura, um anjo os visitou em sonho avisando que o Menino-Deus corria perigo de vida e que deveriam voltar para suas terras por outro caminho. O encontro com o rei Herodes devia ser evitado. 
Eles ouviram e obedeceram. Mas o tirano, ao perceber que havia sido enganado, decretou a morte de todos os meninos com menos de dois anos de idade nascidos na região. O decreto foi executado à risca pelos soldados do seu exército. 
A festa aos Santos Inocentes acontece desde o século IV. O culto foi confirmado pelo papa Pio V, agora santo, para marcar o cumprimento de uma das mais antigas profecias, revelada pelo profeta Jeremias: a de que "Raquel choraria a morte de seus filhos" quando o Messias chegasse. 
Esses pequeninos inocentes de tenra idade, de alma pura, escreveram a primeira página do álbum de ouro dos mártires cristãos e mereceram a glória eterna, segundo a promessa de Jesus. A Igreja preferiu indicar a festa dos Santos Inocentes para o dia 28 de dezembro por ser uma data próxima à Natividade de Jesus, uma vez que tudo aconteceu após a visita dos reis magos. A escolha foi proposital, pois quis que os Santinhos Inocentes alegrassem, com sua presença, a manjedoura do Menino Jesus.
Oração
         Ó Deus, hoje os Santos Inocentes proclamaram vossa gloria, não por palavras, mas pela própria morte; dai-nos também testemunhar com a nossa vida o que nossos lábios professam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amem.
Fonte: Paulinas.org

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

São João, Apóstolo e Evangelista


João era um dos mais jovens apóstolos de Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista, o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus. 
Costuma ser definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani. Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de cuidar da Mãe, Maria. 
Os detalhes que se conhece revelam que, após o Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o Apocalipse e as epístolas aos cristãos.
O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.
João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade.
Fonte: Paulinas.org

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Retrato do Padre (de um manuscrito medieval)


Um padre deve ser, 
ao mesmo tempo,
pequeno e grande,
de espírito nobre,
com sangue real,
simples e espontâneo como um lavrador,
um herói no domínio de si,
um homem que lutou com Deus,
uma fonte de santificação,
um pecador que Deus perdoou,
senhor de seus desejos,
um servidor humilde para os tímidos e fracos,
que não se rebaixa diante dos poderosos
mas se curva diante dos pobres;
discípulo de seu Senhor,
chefe de seu rebanho;
um mendigo de mãos largamente abertas,
um portador de inúmeros dons,
um homem no campo de batalha;
uma mãe para confortar os doentes,
com a sabedoria da idade
e a confiança de um menino;
voltado para o alto,
os pés na terra…
feito para a alegria,
experimentado no sofrimento,
imune a toda inveja,
que se vê longe…
que fala com franqueza,
um inimigo da preguiça,
uma pessoa que se mantém sempre fiel.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Advento





O Advento é um dos tempos do Ano Litúrgico e pertence ao ciclo do Natal. A liturgia do Advento caracteriza-se como período de preparação, como se pode deduzir da própria palavra “advento” que se origina do verbo latino advenire, que quer dizer chegar.
Advento quer dizer chegada, vinda. Originalmente, a palavra advento era usada pelos antigos romanos para anunciar a visita do seu soberano às províncias fora de Roma. Isto significava para o povo um tempo de preparação, para que quando o rei chegasse tudo estivesse em ordem. Mais tarde, os cristãos começaram a designar “advento” as semanas que antecedem e preparam a festa do nascimento de Jesus.

Advento é tempo de espera d’Aquele que há de vir. Pelo Advento nos preparamos para celebrar o Senhor que veio, que vem e que virá; sua liturgia conduz a celebrar as duas vindas de Cristo: Natal e Parusia. Na primeira, celebra-se a manifestação de Deus experimentada há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus, e na segunda, a sua desejada manifestação no final dos tempos, quando Cristo vier em sua glória.
O Advento celebra a vinda de Jesus Cristo no tempo e na historia dos seres humanos, para trazer-lhes a salvação. É, portanto, o tempo da expectativa, e o cristão é chamado a vivê-lo em plenitude para poder receber dignamente o Senhor no momento em que vier.

As atitudes interiores que nos preparam melhor para esta vinda podem ser assim expressas:
- Manter-se vigilante na fé, na oração, em uma abertura atenta e disponível para reconhecer os “sinais” da vinda do Senhor em todas as circunstancias e momentos da vida e até o fim dos tempos.
- Andar no caminho traçado por Deus, sem se desviar por caminhos tortuosos.
- Manter um coração pobre e vazio de si, imitando São José, Nossa Senhora, João Batista e os outros “pobres” do evangelho, que, precisamente por serem pobres e humildes, souberam reconhecer em Jesus o Filho de Deus que veio salvar a todos.

Um dos muitos símbolos do Natal é a coroa do Advento que, por meio de seu formato circular e de suas cores, silenciosamente expressa a esperança e convida à alegre vigilância.

A coroa do Advento.

A coroa teve sua origem no século XIX, na Alemanha, nas regiões evangélicas, situadas ao norte do país. Nós, católicos, adotamos o costume da coroa do Advento no início do século XX. Na confecção da coroa eram usados ramos de pinheiro e cipreste, únicas árvores cujos ramos não perdem suas folhas no outono e estão sempre verdes, mesmo no inverno. Os ramos verdes são sinais da vida que teimosamente resiste; são sinais da esperança. Em algumas comunidades, os fiéis envolvem a coroa com uma fita vermelha que lembra o amor de Deus que nos envolve e nos foi manifestado pelo nascimento de Jesus. Até forma circular da coroa, tem um bonito simbolismo. Sendo uma figura sem começo e fim, representa perfeição, harmonia e eternidade. 
Na coroa, também são colocadas quatro velas referentes a cada domingo que antecede o Natal. A luz vai aumentando à medida que se aproxima o Natal, festa da luz que é Cristo, quando a luz da salvação brilha para toda humanidade. Quanto às cores das quatro velas no Brasil tem-se propagado o costume de se usar velas coloridas, cada uma de uma cor, visto que nosso país é marcado pelas culturas indígena e afro, onde o colorido lembra festa, dança e alegria.

Campanha para evangelização.

No Advento a CNBB lança a cada ano a “Campanha para a Evangelização” a fim de despertar mais vivamente a consciência do cristão para essa missão da Igreja, que é de evangelizar todos os povos.
Utilizando o material que todo ano é distribuído, as celebrações dominicais do Advento poderão ser dinamizadas de modo a envolver todos os membros de nossas paróquias e comunidades na Coleta da Campanha para a Evangelização, a ser realizada no terceiro Domingo do Advento.
Lembramos que o gesto concreto dessa Coleta, além do percentual destinado à CNBB, ajuda a própria Diocese nos trabalhos pastorais e evangelizadores. Através dessa prestação de contas, pode-se constatar como é importante a doação de todos para que a nossa Igreja continue evangelizando mais e melhor.

Participar da celebração eucarística neste tempo do Advento significa acolher e reconhecer o Senhor, que continuamente vem ficar no meio de nós e segui-lo no caminho que leva ao Pai. Afim de que, com sua vinda gloriosa no fim dos tempos, ele nos introduza todos juntos no Reino, para fazer-nos tomar parte na vida eterna, com os bem-aventurados e os santos do céu.