quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Resumo da Constituição Sacrosanctum Concilium Edição Didática Popular.

Capitulo 1: O que levar em conta.

Ø A liturgia de Cristo (SC 5).

Veio ao mundo para ser o Mediador entre Deus e a humanidade.

Pelo Mistério Pascal realizou a perfeita glorificação de Deus e a redenção da humanidade.

Do seu lado aberto pela lança nasce a Igreja como sacramento admirável.

Ø A liturgia dos cristãos (SC 6).

Cristo, enviado pelo Pai, envia os apóstolos para pregarem o evangelho e para anunciarem a libertação e o Reino de Deus.

Concretizam o que anunciam ao celebrarem o Sacrifício e os Sacramentos.

Toda a liturgia dos cristãos gira em torno do Sacrifício e dos Sacramentos.

Ø Presença de Cristo na celebração litúrgica (SC 7).

Para que estas coisas tão importantes se realizem é que Cristo está presente.

Na Missa: tanto na pessoa do ministro quanto nas espécies eucarísticas.

Nos sacramentos: pela sua força, de tal forma que, quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza.

Quando se lêem as Escrituras na Igreja: é Ele mesmo quem fala.

Quando a Igreja reza ou canta o Oficio Divino: onde dois ou mais estiverem reunidos, aí estou no meio deles. (Cf. Mateus 18, 20).

- Em todas estas ações Deus é perfeitamente glorificado e a humanidade santificada.

Ø O que é liturgia? (SC 7)

A liturgia é, portanto, o exercício do sacerdócio de Cristo através de sinais sensíveis que, de acordo com a especificidade de cada sinal, se realiza a santificação da humanidade.

Toda ação litúrgica é ação de Cristo sacerdote e do seu corpo, que é a Igreja.

É a ação mais sagrada e a mais eficaz; nenhuma outra ação da Igreja se iguala a ação litúrgica em eficácia.

Ø A liturgia não é tudo (SC 8-9).

A liturgia não esgota toda a capacidade de ação da Igreja.

Porque, para se celebrar eficazmente a liturgia, o cristão precisa primeiro ser evangelizado, precisa crer e precisa mudar de vida (conversão).

Aos que já crêem faz-se necessário um contínuo processo de evangelização e de conversão, precisa prepará-los para bem celebrar os sacramentos e precisa ensiná-los e incentivá-los a observar tudo quanto Cristo mandou. (Cf. Mateus 28, 20).

Ø Liturgia é cume e fonte (SC 10).

É o cume para onde converge toda a ação da Igreja.

E a fonte de onde brota toda a sua força.

Ø Frutos da ação litúrgica.

A própria liturgia nos incentiva a sermos concordes na piedade, isto é, que compartilhemos a mesma atitude filial para com o Pai e a mesma atitude fraternal para com os irmãos e irmãs.

A liturgia também pede a Deus que conservem em nossas vidas o que recebemos pela fé, isto é, que assimilemos e traduzamos em atitudes de vida, jeito de ser e vivência prática todo o mistério celebrado.

Ø Eficácia da liturgia (SC 11).

É preciso que os fiéis celebrem com boa disposição e intenção.

Sintonizem seu coração com as palavras que escutam, dizem ou cantam.

Não recebam em vão a graça que vem do alto.

A liturgia deve levar o cristão a cultivar uma vida espiritual, que não se limita somente a participação na celebração, mas a uma vivência comunitária.

Ø Participação (SC 14).

O Povo cristão, por força do batismo e pela própria natureza da liturgia, tem o direito e o dever de participar plena, consciente e ativamente das celebrações litúrgicas.

Pois a Sagrada liturgia é a primeira e necessária fonte da verdadeira espiritualidade.

Para que haja essa participação é necessária uma adequada formação do povo e do clero.

Ø Ministério litúrgico (SC 29).

Os ajudantes, os leitores, os animadores e os cantores, todos eles, desempenham um verdadeiro ministério litúrgico.

Cuide-se, então, de cumprir sua função com aquela piedade e ordem que convém a tão importante ministério.

Cuide-se cada um, no exercício do seu ministério, de fazer tudo e só aquilo que lhe compete (SC 28).

Ø Incentivar a participação ativa (SC 30).

As aclamações, as respostas, as salmodias, as antífonas ou refrões, os cantos, bem como as ações, os gestos, o porte do corpo e sem esquecer-se dos momentos do sagrado silêncio são oportunidades de se incentivar a participação ativa dos fiéis.

Ø Caráter didático e pastoral da liturgia (SC 33).

Nos cantos, nas orações e nos sinais sensíveis usados na liturgia os fiéis encontram uma grande oportunidade de aprendizado e ensinamento.

Quando a Igreja reza, canta ou age na liturgia a fé dos participantes se alimenta, suas mentes são despertadas para Deus, presta-se a Ele um culto racional e recebe-se com mais abundância a sua graça.

Ø Breves normas para os ritos (SC 34).

Brilhem pela sua nobre simplicidade, pela sua transparência e brevidade.

Evitem-se repetições inúteis.

Sejam acomodados a compreensão dos fiéis, sem precisar de muita explicação.

Ø A Sagrada Escritura na liturgia (SC 24).

Dela são proclamadas as leituras, cantados os salmos e explicadas nas homilias.

É de sua inspiração que surgiram as orações, os hinos litúrgicos e as preces.

É dela também que as ações, os gestos e os sinais litúrgicos tiram sua significação.

Capítulo 2: O sagrado mistério da Eucaristia.

Ø Grande presente do Esposo para a Esposa (SC 47)

Na Última Ceia nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico do seu corpo e do seu sangue. E confiou à Comunidade Cristã o Memorial (Cf. I Cor. 11,24-25), isto é, a lembrança viva, capaz de tornar presente em todos os tempos e lugares o Sacrifício (“Ação Sagrada”) da cruz, isto é, o Mistério da sua morte e ressurreição.

Santo Agostinho já o chamava de sacramento de piedade, sinal da unidade e vinculo de caridade, isto é, sinal privilegiado da comunhão entre nós e Deus, em Jesus Cristo.

Ø Como participar (SC 48).

Que os fiéis não se comportem nessa celebração como estranhos e nem como mudos espectadores.

Pelo contrário, bem motivados pelos ritos e orações, participem consciente, piedosa e ativamente dessa ação sagrada.

Sejam instruídos pela Palavra de Deus e alimentados pela Mesa do Corpo do Senhor, dando graças a Deus.

Aprendam a oferecerem-se a si próprios, juntamente com o sacerdote ao apresentar a hóstia imaculada.

- E assim, tendo Cristo como único Mediador, dia após dia, os fiéis vão se aperfeiçoando na união com Deus para que, finalmente, Deus chegue a ser tudo em todos.

Ø Importância da Palavra (SC 51-53).

Que a mesa da Palavra de Deus seja mais generosamente bem preparada e assim os tesouros da bíblia sejam abertos com mais largueza para os fiéis.

Insista-se no valor da homilia, pois a partir dela os fiéis adquirem um conhecimento mais atualizado das leituras bíblicas, dos Mistérios da fé e de orientações práticas para a vida cristã.

Ø Importância da Comunhão (SC 55).

Os fiéis sejam vivamente incentivados a participar da Missa de maneira perfeita, isto é, comungando o Corpo do Senhor.

Pode-se distribuir a comunhão sob as duas espécies, isto é, do pão e do vinho.

Ø Importância de toda a celebração (SC 56).

As duas partes da Missa, a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, estão interligadas de maneira tão estreita que ambas formam um só e mesmo ato de culto, ou seja, uma só celebração.

Capítulo 3: Os demais sacramentos e os sacramentais.

Ø Sacramentos (SC 59).

Sacramentum: É o ato de consagração com que o soldado, por meio de um ‘sinal-selo’ impresso no seu corpo, se compromete a total fidelidade ao seu imperador.

Participando da celebração dos sacramentos e compreendendo os sinais sacramentais alimentamos nossa vida cristã.

Os sinais sacramentais alimentam, fortalecem e exprimem a fé, por isso são chamados de Sacramentos da fé.

Ø Sacramentais (SC 60).

Por eles as diversas circunstâncias da vida são santificadas.

Os bens materiais, santificados, se tornam meio de santificação das pessoas e expressão do louvor a Deus.

Tanto os sacramentos como os sacramentais existem para a santificação do ser humano, para a edificação do Corpo de Cristo e para o culto a Deus.

- Seguem-se uma série de pedidos de revisão dos ritos, das fórmulas e das rubricas para que os sacramentos e os sacramentais exprimam mais claramente sua natureza e seu efeito (Cf. SC 60-82)


Capítulo 4: Ofício Divino.

Ø O que é? (SC 83-84).

Por antiga tradição cristã, o Oficio Divino está organizado de tal maneira que todas as horas do dia e da noite são consagradas ao louvor de Deus.

-Matinas (Oficio das leituras), Laudes (Oração da manhã), Terça (9 horas), Sexta (meio dia), Noa (15 horas), Vésperas (Oração da tarde) e Completas (Oração da noite). Prioridade para as Laudes e a Vésperas, os dois esteios do Oficio de cada dia.

Ø A quem compete? (SC 86).

A voz da Esposa (Igreja) ressoa para o Esposo (Cristo) quando este admirável Oficio é religiosamente executado pelos sacerdotes, por outras pessoas especialmente delegadas e pelos fiéis unidos aos sacerdotes.

Ø Qual a finalidade? (SC 88).

Ao recitar ou cantar o Oficio Divino a Igreja louva ao Pai, santifica os vários momentos do dia e intercede pela salvação do mundo inteiro.

Põe-se em pratica o que Paulo disse: “Orai sem cessar” (I Tess 5, 17) e o que Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15, 5).

Capítulo 5: Ano Litúrgico.

Ø Tesouros do poder santificador (SC 102).

Celebrando todo domingo a ressurreição do Senhor e ao longo do ano os Mistérios da Redenção (desde a Encarnação até a Ascenção), a Igreja torna presente os tesouros do poder santificador do seu Senhor. Para que assim os fiéis possam entrar em contato com esses tesouros e se abastecer da graça libertadora.

O objetivo maior do Ano Litúrgico é alimentar uma espiritualidade enraizada no Mistério Pascal (SC 107).

Ø Memória da Mãe do Senhor (SC 103).

A Igreja recorda ao longo do Ano litúrgico a bem-aventurada Mãe de Deus porque ela esteve indissoluvelmente associada à ação libertadora do Filho.

Como o fruto mais excelente da Redenção ela é a perfeita imagem daquilo que a Igreja deseja ser.

Ø Memória dos santos e mártires (SC 104 e 111).

Fazemos de sua lembrança uma inspiração permanente, pois foram exemplares.

A Igreja propõe seu exemplo aos fiéis, pois, pela graça de Deus, eles chegaram à perfeição e foram recompensados com a salvação eterna.

Estão no céu cantando o louvor perfeito e intercedendo por nós.

São celebrados no dia do seu nascimento para a eternidade.

Suas festas proclamam as maravilhas que Cristo opera em seus servos e servas.

Ø Exercícios de piedade (SC 105).

Ao longo do ano a Igreja cuida do crescimento espiritual de seus filhos e filhas retomando praticas consagradas pela Tradição como, exercícios piedosos tantos espirituais como corporais, reflexões, orações, praticas penitenciais e praticas de solidariedade e fraternidade.

Ø Importância do Domingo (SC 106).

É o dia mesmo em que aconteceu a ressurreição de Cristo.

Segue o costume de se celebrar, a cada oitavo dia, o Mistério Pascal, pelo que, justamente, esse dia passou a chamar-se “Dia do Senhor” ou “Domingo”.

Neste dia os cristãos devem reunir-se para ouvir a Palavra de Deus, participar da Eucaristia, recordar a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e dar graças a Deus.

Como fundamento e núcleo do Ano litúrgico o Domingo tem primazia sobre todas as demais celebrações.

Deve ser incentivado à devoção dos fiéis como um dia de festa, de alegria e de descanso do trabalho.

Capítulo 6: Musica Sacra.

Ø Importância da música na liturgia (SC 112-113).

Exprime com mais suavidade a oração.

Favorece a unanimidade, isto é, o consenso dos corações.

Dá maior solenidade aos ritos sagrados, isto é, maior brilho e expressividade.

Sua finalidade é a gloria de Deus e a santificação dos fiéis.

Quando conta com a participação ativa do povo o canto dá uma maior relevância à celebração dos ritos sagrados.

Ø Os cantores (SC 114).

Os pastores cuidem que nas celebrações toda a comunidade dos fiéis participe cantando.

O rico acervo da Música Sacra seja conservado e cuidadosamente promovido.

Ø O canto religioso popular (SC 118).

Seja inteligentemente incentivado, sobretudo nos momentos de reza, de devoção e nas próprias celebrações litúrgicas.

Ø Os instrumentos musicais (SC 120).

Sejam adequados ao uso litúrgico.

Condigam com a dignidade do templo.

Realmente favoreçam a edificação dos fiéis, acrescentem esplendor aos ritos e elevem as mentes a Deus e às coisas divinas.

Ø A letra dos cânticos (SC 121).

Os textos destinados aos cantos litúrgicos estejam de acordo com a doutrina católica e sejam tirados das fontes litúrgicas e, principalmente, da Sagrada Escritura.

Capítulo 7: A Arte Sacra e as Sagradas Alfaias.

Ø Importância (SC 122).

A arte deve estar a serviço da glorificação de Deus e da conversão dos corações humanos a Deus.

O artista sacro, através de sua obra, quer expressar a infinita beleza de Deus.

As obras de arte devem estar a favor da liturgia católica, da devoção, da edificação e também da instrução religiosa do povo cristão.

A Igreja sempre recorreu à arte para que os objetos utilizados nas celebrações fossem dignos, decentes e belos; pois, são sinais e símbolos das coisas do alto.

Ø Não se confunda arte com luxo (SC 123).

A arte sacra não deve ser ostentação de riqueza e vaidade, ela deve visar à nobre beleza, mais que à mera suntuosidade.

Ø Funcionalidade (SC 124).

Que a arte aplicada nas vestes, nos objetos e na construção dos templos, seja, sobretudo, funcional. Levando-se em conta as exigências específicas das ações litúrgicas e o incentivo à participação ativa dos fiéis.

Ø As imagens (SC 125).

A veneração das sagradas imagens pelos fiéis é costume que deve ser mantido.

Que haja moderação quanto ao número e respeito à hierarquia que deve haver entre elas.

A disposição das imagens não deve induzir o povo ao erro.

Fonte: A Sagrada Liturgia – Constituição Sacrosanctum Concilium. Edição didática popular comemorativa dos 40 anos do 1º documento do Concílio Vaticano II. CNBB.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sugestoes liturgicas para o mes de Setembro 2009

MÊS DA BIBLIA

- Fazer a entrada da bíblia todos os Domingos no início da Liturgia da Palavra (depois da Oração do Dia). A bíblia pode entrar acompanhada de flores (simbolizando que a Palavra de Deus é viva) e velas (simbolizando que a Palavra é luz em nossas vidas, ilumina nosso caminhar).

- A pessoa que vai entrar com a bíblia pode usar uma veste litúrgica.

- No dia da Bíblia (Último Domingo) no momento da profissão de fé a assembléia estende a mão direita em direção à mesa da Palavra e renova sua adesão à Palavra proclamada, meditada e aceita. Uma pessoa pode erguer a Bíblia neste momento.

- No dia da bíblia vestir as crianças de anjinhos e pode-se fazer a entrada de várias e diferentes bíblias.

- Um pouco antes do início de cada celebração entrar um cartaz com uma palavra a ser meditada. Essas palavras formarão a frase de destaque para esse mês: “A Palavra de Deus é viva e eficaz”. De acordo com as leituras de cada domingo (veja abaixo) elaborar um texto para a meditação.

23º Domingo Comum (5-6 de setembro)

Cartaz: “A Palavra”. (Tema das reflexões: A Palavra [de Deus]).

I Leitura (Is 35, 4-7): A palavra nos dá animo, transforma a nossa vida.

II Leitura (Tg 2, 1-5): É para todos, não faz distinção.

Evangelho (Mc 7, 31-37) Aos surdos faz ouvir e aos mudos faz falar. A palavra é para ser divulgada.

24º Domingo Comum (12-13 de setembro).

Cartaz: “de Deus”. (Tema: Deus)

I Leitura (Is 50, 5-9): Deus abre os nossos ouvidos e é o nosso auxiliador.

II Leitura (Tg 2, 14-18): Quer que tenhamos fé Nele e colocamos a Palavra em pratica.

Evangelho (Mc 8, 27-35): Nos envia o seu Filho, o Messias.

25º Domingo Comum (19-20 de setembro).

Cartaz: “é viva”. (Tema: Vida)

I Leitura (Sb 2, 12.17-20): A Palavra nos leva a viver uma vida justa.

Salmo (53): É o Senhor quem sustenta a minha vida.

II Leitura (Tg 3, 16- 4, 3): viver sabiamente, na sabedoria que vem do alto.

Evangelho (Mc 9, 30-37): Jesus dá a sua vida para a nossa salvação.

26º Domingo Comum (26-27 de setembro).

Cartaz: “e Eficaz”. (Tema: Eficácia)

I Leitura (Nm 11, 25-29): o Espírito garante a eficácia da Palavra de Deus em nossas vidas.

Salmo (18): A Palavra é eficaz quando nos traz alegria ao coração.

II Leitura (Tg 5, 1-6): É eficaz quando nos traz a riqueza verdadeira.

Evangelho (Mc 9, 38-48): quando expulsa os nossos “demônios” e quando nos leva a viver a radicalidade do evangelho.

Pastoral de Conjunto





Não é uma nova pastoral a ser implantada na comunidade.

Trata-se de uma mentalidade, um espírito que norteia a ação evangelizadora da Igreja.

Nasceu na trilha de renovação eclesial efetuada pelo Concílio Vaticano II, a partir da compreensão de que a Igreja é uma rede de comunidades de irmãos e irmãs, cuja ação pastoral se dá de forma global, orgânica e articulada.

Devemos entendê-la como um esforço de aglutinação e articulação de metas e princípios de ação.

À Pastoral de Conjunto cabe a tarefa de promover a unidade na Igreja e estabelecer o alicerce da estrutura pastoral calcada numa espiritualidade de comunhão.

O objetivo da Pastoral de Conjunto não é padronizar as pastorais nem desfigurar a variedade dos dons, carismas e serviços presentes na comunidade. A busca da unidade não abafa a criatividade nem a ação do Espírito Santo. Cada grupo ou movimento eclesial pode e deve continuar com sua espiritualidade e objetivos específicos.

Com a Pastoral de conjunto:

Desmontam-se os esquemas internos de competição e concorrência pastorais;

Renunciam-se as interpretações pessoais, do subjetivismo e do espontaneismo e

Abandonam-se o espírito de “grupismo”.

O estabelecimento de metas comuns na evangelização, aplicadas com criatividade, senso de comunhão e pertença à Igreja concretiza o ideal da “unidade na diversidade”.

Mas só planejamento e organização não são suficientes. Cumprir o que se planeja é um bom começo, mas não é tudo. Nem tudo que planejamos e colocamos no papel produz os frutos esperados. O Espírito Santo nos reserva surpresas e é bom que estejamos preparados para acolhê-las. O plano pastoral mais perfeito do mundo pode resultar em nada, se o espírito que o anima não nascer da caridade pastoral de Cristo, Bom Pastor. Ele é o nosso “programa”. Ainda estamos bem distantes da transparência e vigor que impregnavam cada palavra e gesto de Jesus Cristo. Ele era o que anunciava. Sua pastoral era organizada e articulada de acordo com os planos e a vontade do Pai, sem mediações. Nós precisamos de reuniões, assembléias, planejamentos, consultas e assessorias.

Outros planos de pastoral de conjunto deverão surgir. Inspirações e estratégias serão aperfeiçoadas e falhas corrigidas nas assembléias e reuniões. O que está afixado no papel caducará, mas a chama do desejo de levar as pessoas à plena comunhão de vida com Deus não poderá se extinguir.

PISTAS DE AÇÃO:

Conhecimento recíproco: Para que possa haver a integração entre as Pastorais, Movimentos, Associações e etc. é preciso que cada um procure conhecer o outro, seus objetivos e suas atividades específicas, já que não se ama aquilo que não se conhece. Conhecendo-se mutuamente, descobrirão que muito mais poderão fazer pela evangelização somando forças, trabalhando em parceria.

Conhecimento de fazer acontecer a integração: A integração só será possível se houver, da parte dos envolvidos real interesse pelo trabalho de parceria. Não basta a vontade do pároco e do animador da comunidade. A integração precisa ser desejada por todos os membros ou ao menos, pela maioria. Portanto, antes de pensar na integração, faz-se necessário um trabalho de conscientização e de motivação sobre sua importância com os envolvidos na proposta.

Integração não é fusão: A integração pressupõe a existência de grupos bem organizados, com sua coordenação, com seus agentes/membros e com sua própria programação.

Encontros com os agentes/membros: Esses encontros servirão para estreitar os laços de amizade, fraternidade, conhecimento recíprocos e para discutir atividades que poderão ser realizadas juntas. Serão encontros para rezar, meditar a Palavra de Deus, estudar a doutrina da Igreja e conviver.

Preocupar-se com a formação permanente de seus agentes: Com certeza, agentes/membros bem formados, conscientes de sua missão e conhecedores da missão dos outros grupos favorecerão enormemente a integração e oferecerão um serviço pastoral de qualidade. A formação permanente permite ver a realidade de maneira bem mais criteriosa e objetiva. Ela favorece a criatividade na fidelidade aos valores essenciais que não passam.

Fazer tudo por amor e em espírito de serviço: Todos podem fazer muitas coisas, individualmente ou em parceria, mas, se não for por amor, de nada valerá (cf. I Cor 13). Se não fizermos tudo por amor, corremos o risco de nos cansarmos e de abandonarmos tudo. Todos devem aprender de Jesus que tudo o que fazemos na Igreja deve ser com espírito de serviço (cf. Mc 10,42-45) e de gratuidade (cf. Lc 17,10). Se trabalharmos para servir e não para receber aplausos, resistiremos com mais facilidade aos desafios. Essa compreensão do trabalho pastoral na Igreja ajuda a superar o espírito de competição, de rivalidade, e criará um espírito de comunhão e participação, encarnando o pensamento Paulino de que “eu plantei, Apolo regou, mas era Deus que fazia crescer” (I Cor 3,6). Paulo ainda afirma que “aquele que plante e aquele que rega são iguais” (I Cor 3,8). Todos são importantes para o cumprimento da missão da Igreja.

Envolver toda comunidade: Nesse trabalho de integração devemos buscar ampliar sempre mais as parcerias com outras pastorais, movimentos, associações, grupos... Para isso, precisamos formar/renovar a comunidade a fim de que todos se sintam responsáveis pelo serviço de animação vocacional, pois todos os membros da Igreja, sem exceção, têm a graça e a responsabilidade do cuidado pelas vocações.

Urgência da integração: Essa integração é mais que necessária e urgente para o bem da Igreja. Onde ela ainda não acontece deveremos buscar fazê-la acontecer. Acontecendo a integração todos ganham. Ganham as pessoas, que saberão assumir melhor o seu batismo, escutar o chamado de Deus e responder a ele. Ganha a Igreja, porque será enriquecida de muitos servidores e servidoras, “cada um no seu lugar” (I Cor 12,27), conforme os dons recebidos do Espírito Santo (cf. I Cor 12,7. 11). Ganha o Reino de Deus com o crescimento dos trabalhadores e trabalhadoras da messe.

CONTAMOS COM TODOS VOCÊS!

Resumo da Constituição Sacrosanctum Concilium Edição Didática Popular.

Capitulo 1: O que levar em conta.

Ø A liturgia de Cristo (SC 5).

Veio ao mundo para ser o Mediador entre Deus e a humanidade.

Pelo Mistério Pascal realizou a perfeita glorificação de Deus e a redenção da humanidade.

Do seu lado aberto pela lança nasce a Igreja como sacramento admirável.

Ø A liturgia dos cristãos (SC 6).

Cristo, enviado pelo Pai, envia os apóstolos para pregarem o evangelho e para anunciarem a libertação e o Reino de Deus.

Concretizam o que anunciam ao celebrarem o Sacrifício e os Sacramentos.

Toda a liturgia dos cristãos gira em torno do Sacrifício e dos Sacramentos.

Ø Presença de Cristo na celebração litúrgica (SC 7).

Para que estas coisas tão importantes se realizem é que Cristo está presente.

Na Missa: tanto na pessoa do ministro quanto nas espécies eucarísticas.

Nos sacramentos: pela sua força, de tal forma que, quando alguém batiza, é Cristo mesmo que batiza.

Quando se lêem as Escrituras na Igreja: é Ele mesmo quem fala.

Quando a Igreja reza ou canta o Oficio Divino: onde dois ou mais estiverem reunidos, aí estou no meio deles. (Cf. Mateus 18, 20).

- Em todas estas ações Deus é perfeitamente glorificado e a humanidade santificada.

Ø O que é liturgia? (SC 7)

A liturgia é, portanto, o exercício do sacerdócio de Cristo através de sinais sensíveis que, de acordo com a especificidade de cada sinal, se realiza a santificação da humanidade.

Toda ação litúrgica é ação de Cristo sacerdote e do seu corpo, que é a Igreja.

É a ação mais sagrada e a mais eficaz; nenhuma outra ação da Igreja se iguala a ação litúrgica em eficácia.

Ø A liturgia não é tudo (SC 8-9).

A liturgia não esgota toda a capacidade de ação da Igreja.

Porque, para se celebrar eficazmente a liturgia, o cristão precisa primeiro ser evangelizado, precisa crer e precisa mudar de vida (conversão).

Aos que já crêem faz-se necessário um contínuo processo de evangelização e de conversão, precisa prepará-los para bem celebrar os sacramentos e precisa ensiná-los e incentivá-los a observar tudo quanto Cristo mandou. (Cf. Mateus 28, 20).

Ø Liturgia é cume e fonte (SC 10).

É o cume para onde converge toda a ação da Igreja.

E a fonte de onde brota toda a sua força.

Ø Frutos da ação litúrgica.

A própria liturgia nos incentiva a sermos concordes na piedade, isto é, que compartilhemos a mesma atitude filial para com o Pai e a mesma atitude fraternal para com os irmãos e irmãs.

A liturgia também pede a Deus que conservem em nossas vidas o que recebemos pela fé, isto é, que assimilemos e traduzamos em atitudes de vida, jeito de ser e vivência prática todo o mistério celebrado.

Ø Eficácia da liturgia (SC 11).

É preciso que os fiéis celebrem com boa disposição e intenção.

Sintonizem seu coração com as palavras que escutam, dizem ou cantam.

Não recebam em vão a graça que vem do alto.

A liturgia deve levar o cristão a cultivar uma vida espiritual, que não se limita somente a participação na celebração, mas a uma vivência comunitária.

Ø Participação (SC 14).

O Povo cristão, por força do batismo e pela própria natureza da liturgia, tem o direito e o dever de participar plena, consciente e ativamente das celebrações litúrgicas.

Pois a Sagrada liturgia é a primeira e necessária fonte da verdadeira espiritualidade.

Para que haja essa participação é necessária uma adequada formação do povo e do clero.

Ø Ministério litúrgico (SC 29).

Os ajudantes, os leitores, os animadores e os cantores, todos eles, desempenham um verdadeiro ministério litúrgico.

Cuide-se, então, de cumprir sua função com aquela piedade e ordem que convém a tão importante ministério.

Cuide-se cada um, no exercício do seu ministério, de fazer tudo e só aquilo que lhe compete (SC 28).

Ø Incentivar a participação ativa (SC 30).

As aclamações, as respostas, as salmodias, as antífonas ou refrões, os cantos, bem como as ações, os gestos, o porte do corpo e sem esquecer-se dos momentos do sagrado silêncio são oportunidades de se incentivar a participação ativa dos fiéis.

Ø Caráter didático e pastoral da liturgia (SC 33).

Nos cantos, nas orações e nos sinais sensíveis usados na liturgia os fiéis encontram uma grande oportunidade de aprendizado e ensinamento.

Quando a Igreja reza, canta ou age na liturgia a fé dos participantes se alimenta, suas mentes são despertadas para Deus, presta-se a Ele um culto racional e recebe-se com mais abundância a sua graça.

Ø Breves normas para os ritos (SC 34).

Brilhem pela sua nobre simplicidade, pela sua transparência e brevidade.

Evitem-se repetições inúteis.

Sejam acomodados a compreensão dos fiéis, sem precisar de muita explicação.

Ø A Sagrada Escritura na liturgia (SC 24).

Dela são proclamadas as leituras, cantados os salmos e explicadas nas homilias.

É de sua inspiração que surgiram as orações, os hinos litúrgicos e as preces.

É dela também que as ações, os gestos e os sinais litúrgicos tiram sua significação.

Capítulo 2: O sagrado mistério da Eucaristia.

Ø Grande presente do Esposo para a Esposa (SC 47)

Na Última Ceia nosso Salvador institui o Sacrifício Eucarístico do seu corpo e do seu sangue. E confiou à Comunidade Cristã o Memorial (Cf. I Cor. 11,24-25), isto é, a lembrança viva, capaz de tornar presente em todos os tempos e lugares o Sacrifício (“Ação Sagrada”) da cruz, isto é, o Mistério da sua morte e ressurreição.

Santo Agostinho já o chamava de sacramento de piedade, sinal da unidade e vinculo de caridade, isto é, sinal privilegiado da comunhão entre nós e Deus, em Jesus Cristo.

Ø Como participar (SC 48).

Que os fiéis não se comportem nessa celebração como estranhos e nem como mudos espectadores.

Pelo contrário, bem motivados pelos ritos e orações, participem consciente, piedosa e ativamente dessa ação sagrada.

Sejam instruídos pela Palavra de Deus e alimentados pela Mesa do Corpo do Senhor, dando graças a Deus.

Aprendam a oferecerem-se a si próprios, juntamente com o sacerdote ao apresentar a hóstia imaculada.

- E assim, tendo Cristo como único Mediador, dia após dia, os fiéis vão se aperfeiçoando na união com Deus para que, finalmente, Deus chegue a ser tudo em todos.

Ø Importância da Palavra (SC 51-53).

Que a mesa da Palavra de Deus seja mais generosamente bem preparada e assim os tesouros da bíblia sejam abertos com mais largueza para os fiéis.

Insista-se no valor da homilia, pois a partir dela os fiéis adquirem um conhecimento mais atualizado das leituras bíblicas, dos Mistérios da fé e de orientações práticas para a vida cristã.

Ø Importância da Comunhão (SC 55).

Os fiéis sejam vivamente incentivados a participar da Missa de maneira perfeita, isto é, comungando o Corpo do Senhor.

Pode-se distribuir a comunhão sob as duas espécies, isto é, do pão e do vinho.

Ø Importância de toda a celebração (SC 56).

As duas partes da Missa, a Liturgia da Palavra e a Liturgia Eucarística, estão interligadas de maneira tão estreita que ambas formam um só e mesmo ato de culto, ou seja, uma só celebração.

Capítulo 3: Os demais sacramentos e os sacramentais.

Ø Sacramentos (SC 59).

Sacramentum: É o ato de consagração com que o soldado, por meio de um ‘sinal-selo’ impresso no seu corpo, se compromete a total fidelidade ao seu imperador.

Participando da celebração dos sacramentos e compreendendo os sinais sacramentais alimentamos nossa vida cristã.

Os sinais sacramentais alimentam, fortalecem e exprimem a fé, por isso são chamados de Sacramentos da fé.

Ø Sacramentais (SC 60).

Por eles as diversas circunstâncias da vida são santificadas.

Os bens materiais, santificados, se tornam meio de santificação das pessoas e expressão do louvor a Deus.

Tanto os sacramentos como os sacramentais existem para a santificação do ser humano, para a edificação do Corpo de Cristo e para o culto a Deus.

- Seguem-se uma série de pedidos de revisão dos ritos, das fórmulas e das rubricas para que os sacramentos e os sacramentais exprimam mais claramente sua natureza e seu efeito (Cf. SC 60-82).

Capítulo 4: Ofício Divino.

Ø O que é? (SC 83-84).

Por antiga tradição cristã, o Oficio Divino está organizado de tal maneira que todas as horas do dia e da noite são consagradas ao louvor de Deus.

-Matinas (Oficio das leituras), Laudes (Oração da manhã), Terça (9 horas), Sexta (meio dia), Noa (15 horas), Vésperas (Oração da tarde) e Completas (Oração da noite). Prioridade para as Laudes e a Vésperas, os dois esteios do Oficio de cada dia.

Ø A quem compete? (SC 86).

A voz da Esposa (Igreja) ressoa para o Esposo (Cristo) quando este admirável Oficio é religiosamente executado pelos sacerdotes, por outras pessoas especialmente delegadas e pelos fiéis unidos aos sacerdotes.

Ø Qual a finalidade? (SC 88).

Ao recitar ou cantar o Oficio Divino a Igreja louva ao Pai, santifica os vários momentos do dia e intercede pela salvação do mundo inteiro.

Põe-se em pratica o que Paulo disse: “Orai sem cessar” (I Tess 5, 17) e o que Jesus disse: “Sem mim nada podeis fazer” (João 15, 5).

Capítulo 5: Ano Litúrgico.

Ø Tesouros do poder santificador (SC 102).

Celebrando todo domingo a ressurreição do Senhor e ao longo do ano os Mistérios da Redenção (desde a Encarnação até a Ascenção), a Igreja torna presente os tesouros do poder santificador do seu Senhor. Para que assim os fiéis possam entrar em contato com esses tesouros e se abastecer da graça libertadora.

O objetivo maior do Ano Litúrgico é alimentar uma espiritualidade enraizada no Mistério Pascal (SC 107).

Ø Memória da Mãe do Senhor (SC 103).

A Igreja recorda ao longo do Ano litúrgico a bem-aventurada Mãe de Deus porque ela esteve indissoluvelmente associada à ação libertadora do Filho.

Como o fruto mais excelente da Redenção ela é a perfeita imagem daquilo que a Igreja deseja ser.

Ø Memória dos santos e mártires (SC 104 e 111).

Fazemos de sua lembrança uma inspiração permanente, pois foram exemplares.

A Igreja propõe seu exemplo aos fiéis, pois, pela graça de Deus, eles chegaram à perfeição e foram recompensados com a salvação eterna.

Estão no céu cantando o louvor perfeito e intercedendo por nós.

São celebrados no dia do seu nascimento para a eternidade.

Suas festas proclamam as maravilhas que Cristo opera em seus servos e servas.

Ø Exercícios de piedade (SC 105).

Ao longo do ano a Igreja cuida do crescimento espiritual de seus filhos e filhas retomando praticas consagradas pela Tradição como, exercícios piedosos tantos espirituais como corporais, reflexões, orações, praticas penitenciais e praticas de solidariedade e fraternidade.

Ø Importância do Domingo (SC 106).

É o dia mesmo em que aconteceu a ressurreição de Cristo.

Segue o costume de se celebrar, a cada oitavo dia, o Mistério Pascal, pelo que, justamente, esse dia passou a chamar-se “Dia do Senhor” ou “Domingo”.

Neste dia os cristãos devem reunir-se para ouvir a Palavra de Deus, participar da Eucaristia, recordar a paixão, ressurreição e glória do Senhor Jesus e dar graças a Deus.

Como fundamento e núcleo do Ano litúrgico o Domingo tem primazia sobre todas as demais celebrações.

Deve ser incentivado à devoção dos fiéis como um dia de festa, de alegria e de descanso do trabalho.

Capítulo 6: Musica Sacra.

Ø Importância da música na liturgia (SC 112-113).

Exprime com mais suavidade a oração.

Favorece a unanimidade, isto é, o consenso dos corações.

Dá maior solenidade aos ritos sagrados, isto é, maior brilho e expressividade.

Sua finalidade é a gloria de Deus e a santificação dos fiéis.

Quando conta com a participação ativa do povo o canto dá uma maior relevância à celebração dos ritos sagrados.

Ø Os cantores (SC 114).

Os pastores cuidem que nas celebrações toda a comunidade dos fiéis participe cantando.

O rico acervo da Música Sacra seja conservado e cuidadosamente promovido.

Ø O canto religioso popular (SC 118).

Seja inteligentemente incentivado, sobretudo nos momentos de reza, de devoção e nas próprias celebrações litúrgicas.

Ø Os instrumentos musicais (SC 120).

Sejam adequados ao uso litúrgico.

Condigam com a dignidade do templo.

Realmente favoreçam a edificação dos fiéis, acrescentem esplendor aos ritos e elevem as mentes a Deus e às coisas divinas.

Ø A letra dos cânticos (SC 121).

Os textos destinados aos cantos litúrgicos estejam de acordo com a doutrina católica e sejam tirados das fontes litúrgicas e, principalmente, da Sagrada Escritura.

Capítulo 7: A Arte Sacra e as Sagradas Alfaias.

Ø Importância (SC 122).

A arte deve estar a serviço da glorificação de Deus e da conversão dos corações humanos a Deus.

O artista sacro, através de sua obra, quer expressar a infinita beleza de Deus.

As obras de arte devem estar a favor da liturgia católica, da devoção, da edificação e também da instrução religiosa do povo cristão.

A Igreja sempre recorreu à arte para que os objetos utilizados nas celebrações fossem dignos, decentes e belos; pois, são sinais e símbolos das coisas do alto.

Ø Não se confunda arte com luxo (SC 123).

A arte sacra não deve ser ostentação de riqueza e vaidade, ela deve visar à nobre beleza, mais que à mera suntuosidade.

Ø Funcionalidade (SC 124).

Que a arte aplicada nas vestes, nos objetos e na construção dos templos, seja, sobretudo, funcional. Levando-se em conta as exigências específicas das ações litúrgicas e o incentivo à participação ativa dos fiéis.

Ø As imagens (SC 125).

A veneração das sagradas imagens pelos fiéis é costume que deve ser mantido.

Que haja moderação quanto ao número e respeito à hierarquia que deve haver entre elas.

A disposição das imagens não deve induzir o povo ao erro.

Fonte: A Sagrada Liturgia – Constituição Sacrosanctum Concilium. Edição didática popular comemorativa dos 40 anos do 1º documento do Concílio Vaticano II. CNBB.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Ano Sacerdotal

Papa Bento XVI convoca um Ano Sacerdotal

No dia 19 de junho, solenidade do Sagrado Coração de Jesus e dia de oração para a santificação dos sacerdotes, o Papa Bento XVI convocou um Ano Sacerdotal. O tema escolhido é “Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.
A convocação acontece por ocasião do 150º aniversário da morte do padre francês, São João Maria Vianney, conhecido como padroeiro dos párocos, e que a partir do dia 19, foi proclamado pelo papa, padroeiro de todos os sacerdotes do mundo.
A finalidade deste Ano é ajudar a perceber cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea. Bento XVI assinalou que os presbíteros, a exemplo de São João Maria Vianney e São Paulo, devem identificar-se totalmente com Cristo, renovando também sua aspiração à perfeição espiritual, da qual depende em grande medida a eficácia do seu ministério.
Disse o Papa que o apóstolo Paulo constitui um modelo esplêndido a ser imitado no amor por Cristo, no zelo pelo anúncio do Evangelho, na dedicação às comunidades e na elaboração de eficazes sínteses de teologia pastoral.
São Paulo – continuou o Papa – é exemplo de sacerdote totalmente identificado com o seu ministério, como foi também o Santo Cura d’Ars, consciente de carregar um tesouro inestimável, isto é a mensagem da salvação, e de levá-lo em um “vaso de argila”; por isso ele é forte e humilde ao mesmo tempo, intimamente convicto de que tudo é mérito da graça de Deus.
O presbítero deve ser todo de Cristo e todo da Igreja à qual é chamado a dedicar-se com amor total, como um esposo fiel à sua esposa. Do mesmo modo a iniciativa desse Ano Sacerdotal servirá para ajudar os sacerdotes e todo o povo de Deus a descobrir e reforçar a consciência da graça extraordinária que envolve o ministério ordenado.
Ainda nesse Ano jubilar, será publicado um Diretório para os Confessores e Diretores Espirituais, assim como uma compilação de textos do papa sobre alguns temas essenciais da vida e da missão sacerdotal na atualidade.
A Congregação para o Clero, cujo prefeito é o Cardeal brasileiro Dom Claudio Hummes, apresentou uma carta dirigida aos bispos do mundo na qual recorda que o Ano Sacerdotal é uma ocasião para redescobrir a beleza e a importância do sacerdócio assim como para a promoção das vocações. Recorda ainda que é esta uma ocasião privilegiada para um aprofundamento teológico e espiritual da missão pastoral dos sacerdotes.
O cardeal Cláudio Hummes revela que o Ano Sacerdotal está sendo muito bem recebido no mundo inteiro e que a repercussão positiva foi imediata. “Participemos, portanto, com empenho e criatividade” disse ele. A Congregação para o Clero pede que se celebre o Ano Sacerdotal com celebrações paralelas às do Santo Padre em todas as catedrais, santuários e Igrejas de todas as dioceses com a presença dos sacerdotes e dos fiéis. A Congregação também lançou um site dedicado ao Ano Sacerdotal que está disponível em www.annussacerdotalis.org.
A Igreja no Brasil vai celebrar o Ano Sacerdotal de várias formas, com destaque para a série de publicações biográficas de padres que serviram à Igreja. Segundo a CNBB essa é uma oportunidade eficaz para tratarmos da formação e do ministério presbiteral e levar o povo brasileiro a conhecer mais de perto como é a vida dos nossos sacerdotes.
O encerramento do Ano Sacerdotal será no Encontro Mundial Sacerdotal, na Praça de São Pedro, em junho de 2010.

O SANTO CURA D’ARS
São João Maria Batista Vianney nasceu em Lion, na França, em 8 de maio de 1786. Foi ordenado sacerdote depois de vencer muitas dificuldades, inclusive nos estudos, pois estes eram em latim, língua que ele não dominava.
Considerado o padroeiro dos párocos, o padre ficou mundialmente conhecido por Cura de Ars, por ter dedicado toda sua vida à pequena cidade de Ars, na França. Ali, ele foi um admirável exemplo de vida cristã exercitando-se na mortificação, oração e caridade. Revelou qualidades excepcionais na administração do sacramento da Penitência e na direção espiritual das almas.
Sua fama de santidade correu por toda a França e de todas as partes acorriam pessoas para se confessar com ele e ouvir os seu conselhos. Maria Vianney faleceu em Ars, com odor de santidade, em 1859, e foi canonizado pelo papa Pio XI em 1º de novembro de 1924. Sua festa litúrgica é comemorada em 4 de agosto, tradicionalmente conhecida pela Igreja como Dia do Padre.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sugestoes Liturgicas para o mes de Julho de 2009

14º Domingo do Tempo Comum.
05-06 de Julho

Leituras: Ezequiel 2; Salmo 122(123); II Coríntios 12;
Marcos 6, 1-6 (Jesus ensina na sinagoga).

Deus nos chama e envia em missão.
Neste 14º domingo do tempo comum a Palavra que será proclamada refere-se à rejeição recebida por Jesus e Ezequiel e que nos leva a refletir sobre a vocação desses profetas. Deus Pai faz um chamado profético a Ezequiel e a Jesus e os envia em missão, apesar de não serem bem recebidos. De certa forma, no evangelho de hoje, Jesus explicita sua missão, e podemos dizer sua vocação, pois ele foi chamado pelo Pai para estar no meio de nós, nos trazer a salvação e nos oferecer a vida em plenitude. Que esta celebração nos leve a descobrir a nossa própria vocação e nos motive a assumir nossa missão, apesar das rejeições.

Sugestões para a Celebração:

- Na oração da assembléia fazer uma prece especial pela nossa vocação e missão, pedindo a Deus força para responder a esse chamado e assim poder superar a falta de acolhida dos nossos irmãos.
- O ensaio dos cantos com a assembléia ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração, além de ser uma forma de o povo aprender os cantos e assim participar melhor da celebração.
- Todo batizado é anunciador do Pai e, a seu modo, é profeta. Na celebração litúrgica alguns são chamados a serem proclamadores da Palavra divina. Deus serve-se dos leitores e salmistas para anunciar sua Boa Nova. Cuidemos para que eles sejam pessoas conscientes e capacitadas para tal serviço e que efetivamente vivam a fé que proclamam. O uso da veste litúrgica por leitores e salmistas torna visível o serviço de quem proclama a Palavra, ela também pontua a função ministerial, isto é, o colocar-se a serviço de Deus e da assembléia. Além disso, é oportuno que eles participem da procissão de entrada.
- Lembrar que dia 9 de julho celebra-se a memória de Santa Maria Paulina do Coração Agonizante de Jesus, que foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 1991, quando esteve aqui no Brasil e depois canonizada, por ele mesmo em 2002. assim, Madre Paulina, que já trabalhou em nossa diocese, tornou-se a primeira santa do Brasil.

15º Domingo do Tempo Comum.
12-13 de Julho

Leituras: Amós 7; Salmo 84 (85); Efésios 1;
Marcos 6, 7-13 (Jesus ensina na sinagoga).

Deus nos chama e envia em missão.
Neste 15º domingo do tempo comum retomamos a reflexão sobre o chamado vocacional do domingo passado. Ao chamar e enviar os 12 apóstolos Jesus chama e envia todo o povo de Deus, pois 12 é um numero simbólico que representa a totalidade. Anunciar a Boa Nova, expulsar os espíritos impuros e curar os enfermos é o caminho de vida plena apresentado por Jesus e que Ele nos chama a seguir. Portanto, vamos, nessa celebração, ofertar nossa vida a Deus Pai e pedir a Ele o vigor necessário para a nossa ação missionária.

Sugestões para a Celebração:

- Neste domingo pedimos a Deus que nos ajude a rejeitar tudo o que nos afasta dele e nos faça crescer em santidade, por isso procuremos dar especial destaque ao ato penitencial, que pode ser realizado por aspersão.
- Dia 14 de julho a Igreja celebra São Camilo de Lelis, que é protetor dos enfermos e dos hospitais e fundou o “ministério dos enfermos”, pode-se convidar os ministros que visitam os doentes para falar do seu ministério e fazer uma prece especial para eles e para os enfermos na oração da assembléia.
- Pode-se ainda fazer uma celebração especial na terça-feira para os enfermos e dar a benção da saúde.

16º Domingo do Tempo Comum.
18-19 de Julho

Leituras: Jeremias 23; Salmo 22 (23); Efésios 2;
Marcos 6, 30-34 (Retorno dos discípulos-missionários)

Eram como ovelhas sem pastor.
Neste 16º domingo do tempo comum os discípulos, que haviam sido enviados dois a dois, retornam da missão e prestam contas a Jesus. O retorno dos apóstolos mostra-nos a importância da oração, da reflexão e também do descanso. Em seguida, constatando que há lideres que são traidores do povo, Jesus se revela o verdadeiro líder, pois é aquele que se compadece e instrui o povo sofrido.

Sugestões para a Celebração:

- Colocar em destaque um ícone do Bom Pastor. Ele pode vir junto à procissão de entrada.
- De acordo com o Evangelho de hoje faz-se importante valorizar os momentos de silêncio e oração pessoal durante a celebração.
- Pode-se cantar na comunhão o cântico de bom pastor: “sou bom pastor ovelhas guardarei, não tenho outro ofício nem terei...”

17º Domingo do Tempo Comum.
25-26 de Julho

Leituras: II Reis 4; Salmo 144 (145); Efésios 4;
João 6, 1-15 (A multiplicação dos pães)

Partilhar os bens da criação, para construir um mundo novo.
Hoje se inicia uma série de domingos, nos quais vamos ouvir o evangelista João narrar o discurso de Jesus sobre o “pão da vida”. Com a multiplicação dos Paes percebemos que os bens da criação foram feitos para todos e partilhá-los é o grande milagre que constrói o mundo novo. O que de graça recebemos, de graça deve ser oferecido.

- Valorizar para que possa acontecer em nossas celebrações a procissão das oferendas, que hoje pode ser feita com pão círio e uva, ou suco de uva. “Embora os fiéis já não tragam de casa, como outrora, o pão e o vinho destinados à liturgia, o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual” (IGMR, nº 73).
- Colocar ao redor do altar doze cestos com pães para serem distribuídos ao final do culto. Ou, como num gesto de partilha, pedir, já no domingo anterior, para a assembléia trazer de casa pães para serem partilhados após a celebração, ou para serem doados a alguma instituição de caridade. Esses pães seriam colocados nos doze cestos no momento do ofertório.
- Semana que vem começa o mês de agosto, que é dedicado as vocações. O 1º domingo é dia do padre.

Sugestoes Liturgicas para o mes de Agosto de 2009

18º Domingo do Tempo Comum.
1-2 de Agosto
1º domingo: vocação para os ministérios ordenados
Leituras: Êxodo 16, 2-4.12-15; Salmo 77 (78); Efésios 4, 17.20-24;
João 6, 24-35 (Eu sou o pão da vida)

Eu sou o pão da vida.
Neste 18º domingo do Tempo Comum o evangelista João nos apresenta Jesus como o verdadeiro pão descido dos céus, o pão da vida eterna que sacia definitivamente a fome, transforma o homem e abre o caminho da santidade para aqueles que dele se alimentam.
Iniciando o mês dedicado as vocações rezamos hoje por nossos bispos, presbíteros e diáconos.

Sugestões para a celebração:
- Com base na I e II leituras fazer um levantamento dos recuos e avanços da comunidade rumo ao mundo novo. O que nos faz avançar e o que impede a nossa caminhada? Escrever as respostas em cartazes (um para os avanços e outro para os recuos) e apresentá-los em diversos momentos da celebração, como na procissão de entrada, no ofertório ou após comunhão. E explicar brevemente o porquê da entrada desses cartazes.
- Rezar na oração da assembléia pelas vocações ao ministério ordenado: Pela perseverança e santificação dos nossos padres, bispos e diáconos e também pelo discernimento vocacional dos nossos seminaristas. Dia 4 celebramos São João Maria Vianney, patrono dos padres e, portanto dia do Padre. Podem-se fazer homenagens a ele(s).
- Pode-se também, como mensagem final, lembrar os objetivos do Ano Sacerdotal que estamos vivendo.

19º Domingo do Tempo Comum.
8-9 de Agosto
2º Domingo: vocação para a vida em família
Leituras: I Reis 19, 4-8; Salmo 33 (34); Efésios 4, 30-5,2;
João 6, 41-51 (Eu sou o pão da vida)

Da humanidade de Jesus nasce a vida para o mundo.
Com o evangelista João, hoje teremos certeza que o mais importante é ver Jesus pelos olhos da fé, reconhecendo-o como Filho de Deus, caminho que nos conduz ao Pai. Caminhemos com Jesus neste Tempo Comum buscando ampliar nosso entendimento de sua Palavra, para melhor vive-la a cada dia. Com nossos pais, presentes ou distantes, vivos ou falecidos, celebremos com alegria a vocação familiar.

Sugestões para a celebração:
- Convidar os pais para participar da procissão de entrada.
- Convidá-los também para proclamar as leituras.
- Na oração da assembléia fazer uma prece especial pelos pais, lembrando também a Semana da família.
- No ofertório alguns pais levam o pão e o vinho até o altar.
- Na mensagem final fazer uma homenagem especial aos pais: sejam criativos!

Solenidade da Assunção de Nossa Senhora.
15-16 de Agosto
3º Domingo:Vocação para a vida consagrada
Leituras: Apocalipse 11, 19a. 12, 1.3-6a; Salmo 44 (45); I Coríntios 15, 20-27a;
Lucas 1, 39-56 (Visita a Isabel e canto do Magnificat)

O meu espírito se alegra em Deus meu salvador.
Neste domingo celebramos a Assunção de Nossa Senhora, dogma proclamado em 1950, pelo Papa Pio XII. Celebramos essa solenidade dando graças ao Pai que eleva a humilde mulher: Maria de Nazaré. Invertendo as falsas situações humanas nos oferece o sinal da vitoria definitiva de toda a humanidade, pela força da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo.

Sugestões para a celebração:
- Convidar uma mulher grávida para trazer a imagem da Imaculada Conceição na procissão de entrada. E colocar a imagem num lugar adequado e previamente preparado, no presbitério.
- Enquanto o ministro proclama o Evangelho as crianças ou os jovens da comunidade podem encená-lo.
- No momento das preces lembrar os religiosos e religiosas que trabalham ou trabalharam na comunidade. E convidá-los para, após a comunhão, darem seu testemunho de vida consagrada e de serviço ao Reino de Deus.
- O Magnificat pode ser cantado após a comunhão.


21º Domingo do Tempo Comum.
22-23 de Agosto
4º Domingo: Vocação para os ministérios e serviços na comunidade
Leituras: Josué 24, 1-2.15-18; Salmo 33 (34); Efésios 5, 21-32;
João 6, 60-69 (Só Tu tens palavras de vida eterna)

A quem iremos?
Neste 21º Domingo do Tempo Comum vemos que após os sinais, o anuncio e as propostas de Jesus sobre o pão da vida, alguns discípulos o abandonam, porque acham duras suas palavras e exigentes suas propostas. É Pedro quem mais uma vez fala em nome da comunidade: “Tu tens palavras de vida eterna”. Nesta liturgia vamos viver a decisão de nossa vocação. Como os discípulos, aceitemos a proposta de segui-lo e sejamos seus verdadeiros discípulos-missionários.

Sugestões para a celebração:
- Cantar o “Amém” que finaliza a Oração Eucarística (depois do por Cristo, com Cristo e em Cristo...), pois ele salienta a nossa resposta de compromisso no seguimento de Jesus.
- Nas preces rezar de modo especial pelas vocações dos leigos.
- Homenagear aqueles que se dedicam, ou aqueles que já se dedicaram ao serviço na comunidade, como os catequistas, ministros, agentes de pastoral, etc. Relacionar sua doação com a II leitura e seu compromisso com o Evangelho.
- Na procissão do ofertório ou na mensagem final entrar cartazes com os serviços pastorais disponíveis na comunidade e salientar que todos são chamados a doar a sua vida em prol do Reino de Deus, como salientou a II leitura.

22º Domingo do Tempo Comum.
29-30 de Agosto
5º Domingo: Dia Nacional dos Catequistas.
Leituras: Deuteronômio 4, 1-2.6-8; Salmo 14 (15); Tiago 1, 17-18.21-27;
Marcos 7, 1-8.14-15.21-23 (Jesus confrontado pelos fariseus)

A verdadeira religião.
Neste 22º Domingo do Tempo Comum nos reencontramos para celebrar e louvar a Deus. Retomamos o evangelista São Marcos, que procura responder “Quem é Jesus?”, e que hoje vai nos revelar a nova moralidade trazida por Jesus. Iniciamos também a leitura da carta de São Tiago que nos revelará a verdadeira religião. Que a celebração de hoje nos ilumine para que, livres e fiéis, sigamos a lei do amor emanada de nosso Deus uno e trino.

Sugestões para a celebração:
- Todos os catequistas da comunidade participam da procissão de entrada.
- Os catequistas das diferentes etapas podem proclamar as leituras.
- No ofertório os catequistas ofertam seus instrumentos de catequese.
- As crianças e os jovens (catequizandos) podem preparar uma homenagem aos seus catequistas na mensagem final.
- Lembrar do início do mês da bíblia e organizar círculos bíblicos nas casas ou na Igreja (podem ser aproveitados os setores da missão). Providenciar os livros de círculos bíblicos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Origem da Festa de Corpus Christi

No século XIII, uma religiosa belga, irmã Juliana de Mont-Cornillon, tornou-se uma grande promotora da devoção a Jesus presente na Eucaristia. Ela queria que houvesse uma data especial para celebrar essa presença, já que na Quinta-feira Santa as celebrações estão muito voltadas para os últimos momentos da vida do Salvador. Em 1246 o bispo de Liège (Bélgica), Dom Roberto de Thourotte acolheu esse pedido.
Anos depois quando Dom Roberto foi eleito Papa, assumindo o nome de Urbano IV, estabeleceu por um decreto que a cada ano, em todo o mundo, na quinta-feira depois da Festa da Santíssima Trindade se celebrasse uma solene festa em honra do Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor (em latim: Corpus Christi = Corpo de Cristo).
Corpus Christi é, portanto, a celebração da presença de Jesus Cristo em sua Igreja, no sacramento da eucaristia, sob as aparências do pão e do vinho. Na procissão de Corpus Christi é Cristo que passa em nossa cidade e em nossas vidas. Vamos acolhê-lo?

terça-feira, 2 de junho de 2009

Sugestoes Liturgicas para o mes de Junho de 2009

MÊS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

10º Domingo do Tempo Comum.
Solenidade da Santíssima Trindade
06-07 de Junho

Leituras: Deuteronômio 4; Salmo 32(33); Romanos 8;
Mateus 28, 16-22 (Encontro na Galiléia).

Santíssima Trindade, que sois um só Deus.
Este dia é dedicado ao louvor e ao agradecimento do Deus que é Pai e Filho e Espírito Santo. Considerando a Santíssima Trindade como verdade de fé descobrimos que Deus não é solidão infinita, mas comunidade de amor. Especialmente neste domingo somos chamados a glorificar o nosso Deus uno e trino, adorando e reafirmando nossa fé no Deus Pai todo-poderoso; no Senhor Jesus Cristo, Filho unigênito e no Espírito Santo, Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho.

Sugestões para a Celebração:

- O ensaio dos cantos com a assembléia ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração, além de ser uma forma de o povo aprender os cantos e assim participar melhor da celebração.
- O Sinal-da-cruz é a primeira ação litúrgica do povo de Deus reunido para celebrar a Eucaristia. A assembléia litúrgica se constitui em nome da Trindade Santa – Pai e Filho e Espírito Santo. Torna-se, pois significativo hoje solenizar esta ação inicial através do sinal-da-cruz cantado.
- Na procissão de entrada trazer um ícone da Santíssima Trindade, colocando-o num lugar já preparado no presbitério.
- Professar o Creio Niceno-Constantinopolitano, no qual se expressam, com mais clareza, as particularidades de cada Pessoa da Trindade.
- O canto de entrada ou o final podem ser próprios da Santíssima Trindade.

11º Domingo do Tempo Comum.
13-14 de Junho

Leituras: Ezequiel 17; Salmo 91(92); II Coríntios 5;
Marcos 4, 26-34 (Parábolas da semente e do grão de mostarda).

O Reino de Deus é como uma semente.
Hoje reiniciamos o ciclo de leituras do Tempo Comum. Não significa que é um tempo “sem importância” e nem de “rotina vazia”, mas, sim, uma oportunidade para melhor conhecermos o plano de amor de nosso Deus. A cada domingo, vivendo nossa Páscoa semanal e acompanhando o cotidiano de Jesus, vamos aprender com Ele a assimilar o mistério e o projeto de Deus. E Jesus faz isso contando pequenas historias compreensíveis por todos. Como as parábolas de hoje que nos ajudam a compreender que o Reino de Deus é obra divina e não humana.

Sugestões para a Celebração:

- Trazer na procissão de entrada e colocar próximo do ambão um arranjo com sementes de plantas da região. Ao final da celebração distribuir para a assembléia.
- Lembrar que sexta-feira dia 19/06 celebra-se a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Com o início do Ano Sacerdotal convocado pelo Papa Bento XVI para rezar e refletir sobre o ministério ordenado.

12º Domingo do Tempo Comum.
20-21 de Junho

Leituras: Jó 38; Salmo 106(107); II Coríntios 5;
Marcos 4, 35-41 (A tempestade acalmada).

Ele nos libertou daquela angústia.
Na tempestade acalmada se manifesta o senhorio de Cristo sobre os elementos da natureza e sobre a história. Esta é uma narrativa cheia de símbolos que falam tanto do nosso entendimento quanto do nosso sentimento de cristãos.

Sugestões para a Celebração:

- No sábado celebra-se a memória do Imaculado Coração de Maria. Pode-se fazer a entrada das imagens (junto com a do Sagrado Coração de Jesus) e a Coroação.
- Na procissão de entrada convidar pessoas recentemente chegadas à comunidade para trazerem uma barca, como símbolo da mensagem do evangelho e simbolizando também sua entrada nesse grande barco que é nossa comunidade.
- No Ato Penitencial, um pedido de perdão pela nossa fé insegura e vacilante.
- Destacar o Rito da Paz, como “calmaria” nas “tempestades do dia-a-dia”.
- Lembrar que na próxima quarta-feira dia 24/06 celebra-se a solenidade da Natividade de São João Batista; o precursor que deixou um exemplo de vida, a nós discípulos-missionários, sintetizado em suas belas palavras “É necessário que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

Solenidade de São Pedro e São Paulo.
27-28 de Junho

Leituras: Atos 12; Salmo 33(34); II Timóteo 4;
Mateus 16, 13-19 (Tu é Pedro e sobre essa pedra...).

Pedro e Paulo, duas colunas da Igreja!
Celebramos hoje a solenidade de São Pedro e São Paulo. O testemunho de vida destes dois apóstolos constituiu-se em alicerce para a formação da Igreja. Eles comunicaram o evangelho de maneiras diferentes. Isso nos anima a caminhar em nossa missão pastoral, com nossos dons pessoais e diversos, buscando em Pedro e Paulo a iluminação necessária para testemunharmos e anunciarmos a fé cristã no mundo de hoje.

Sugestões para a Celebração:

- A cor litúrgica de hoje é o vermelho, lembrando o sangue derramado pelo martírio de Pedro e Paulo.
- Fazer a entronização, no início da celebração, das duas imagens ou ícones de São Pedro e São Paulo.
- Cantar, se possível, o Creio (profissão de fé) ou rezá-lo com o braço direito levantado.
- Nas preces dos fiéis lembrar, de modo especial, a figura do Papa, função na qual Pedro foi o pioneiro.
- A oferta (Coleta) desse dia é chamada “Óbolo de são Pedro”. Esta coleta é destinada às necessidades do mundo que a Igreja atende fazendo-se solidaria, sobretudo nas grandes calamidades e catástrofes. Ou seja, é um fundo da Igreja para ajudas emergenciais.
- No missal romano temos uma bênção final própria para essa solenidade.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que é Liturgia?

Definição: Liturgia vem da palavra grega LAOS = do ou para o povo, e ERGON = ação, trabalho, serviço, obra. Então temos: serviço do povo e em favor do povo. A palavra “liturgia” tem a ver com “prestação de serviço”, serviço geralmente comunitário.

 

Para os gregos todo o trabalho realizado pelo povo e a favor do povo era uma liturgia. Atualmente a Igreja passou a aplicar esse termo para indicar a ação do povo reunido em comunidade para expressar sua fé em Deus.

 

LITURGIA É CELEBRAÇÃO, ou seja, é a célebre-ação de Deus em favor do seu povo. 

CELEBRAÇÃO: - é a célebre ação - é comemoração. Gostamos de comemorar, tornar célebre a data do nosso aniversário, por exemplo. Fazemos festa, ficamos felizes, Convidamos amigos, etc., ou seja, celebrar é uma ação comunitária e festiva, é destacar do cotidiano, é ressaltar algo que é importante e tem significado.

Jesus por sua vida, morte e ressurreição, nos resgatou para Deus. Isto merece ser celebrado. Merece ser memorado em comum, ou seja, merece ser co-memorado.

Portanto LITURGIA É A CELEBRAÇÃO do MISTÉRIO PASCAL de Cristo, isto é, sua Encarnação, Morte e Ressurreição. A liturgia torna presente a história da Salvação. É Deus atuando na história.

Num sentido mais amplo liturgia é toda essa ação realizada por Deus, em Jesus Cristo e, através do seu Espírito Santo em nós e por meio de nós.

 

Liturgia é, antes de tudo, AÇÃO. Ação supõe movimento. A liturgia se expressa mediante palavras e gestos, pois para celebrar usamos gestos, símbolos, ritos e palavras que expressam o que pensamos, o que acreditamos, o que desejamos, o que amamos.

Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, ou seja, sinais que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).

Com a ação simbólica de uma refeição - a CEIA PASCAL - o próprio Jesus tornou celebre todo o seu trabalho em favor da humanidade. Na Santa Missa, que deriva da ceia pascal, encontramos o significado profundo de toda a vida e missão de Cristo.

 

Liturgia também pode ser definida como o conjunto das regras estabelecidas pela Igreja. Estas normas regulam as coisas que dizem respeito ao culto divino. Todas essas medidas foram instituídas no intuito de fixar os ritos e cerimônias do culto e também para zelar pela conservação e exata observância dos mesmos.

 

Liturgia abrange campos muitos variados: Como os lugares, os objetos, os atos e os tempos de culto.

Tudo aquilo que por natureza pertencer ao culto público, mas se afastar das regras da Igreja, não é litúrgico.

 

A utilidade da liturgia resulta da importância da dupla finalidade que ela possui: promover a dignidade do culto e alimentar a fé e a piedade dos fiéis.

 

Com o Concílio Vaticano II recuperamos o sentido de liturgia como ação do povo, pois durante séculos ela ficou reduzida a uma ação realizada exclusivamente por ministros ordenados (Padre, Bispo...). Era uma ação em que o povo não fazia parte, apenas assistia e muitas vezes sem compreender o que estava sendo celebrado.

 

Hoje entendemos liturgia como ação do povo batizado, e por isso todo ele sacerdotal. Povo chamado ao louvor de Deus e à transformação e santificação da vida e da história. E isso exige uma participação cada vez mais ativa, consciente, plena e frutuosa.

 

Liturgia é como uma casa: Ela deve estar sempre bem arrumada e cuidada. mas acima de tudo ela deve ser um LAR, que nos acolhe em seu aconchego e renova nossa vida no encontro com Cristo.

Ø        Neste sentido que sugestões você teria para melhorar as celebrações de nossa comunidade?