terça-feira, 5 de maio de 2009

A Fé e a Razão

À mesa, antes de iniciar a refeição o humilde lavrador colocou as mãos postas e deu graças a Deus pelo alimento. Um casal à sua frente tentando ridicularizá-lo perguntou-lhe:

- Na roça, ainda se faz assim antes das refeições?

O homem respondeu:

- Bem nem todos. No meu curral quando solto as vacas para o pasto elas saem imediatamente pastando, sem qualquer cerimônia, o mesmo acontece com os porcos e seus leitões, quando são servidos vão direto ao cocho.

- Ter um coração agradecido e expressar essa gratidão onde estiver é, sobretudo uma atitude de fé, não de tradição ou costume. Só tem o privilégio de ter fé quem tem razão. Nenhum animal irracional tem a capacidade de crer. Para nós seres humanos não ter fé é mais do que não ter costumes, é não ter razão.

 

A fé, sem razão, é fanatismo. A razão, sem fé, é puro materialismo!

 

 

Ø     A Fé.

 

 (do grego: pistia e do latim: Fides) significa a firme convicção de que algo seja verdade, sem nenhuma prova de que este algo seja realmente verdadeiro, ou seja, fé é a absoluta confiança que depositamos neste algo ou alguém.

 

Se alguém tem  em algo, então acredita, confia e aposta.

Ter  é nutrir um sentimento de afeição, ou até mesmo amor, naquilo que acredita, confia e aposta.

 

A fé não carece de qualquer tipo de evidência física racional. Ela é, geralmente, associada a experiências pessoais. Nesse sentido, está ligada ao contexto religioso.

A fé se manifesta de várias maneiras e pode estar vinculada a questões emocionais e a motivos nobres ou estritamente pessoais.

 

Todos nós, segundo pesquisadores, temos no nosso íntimo o poder da fé, ou seja, de tornar real tudo que desejamos alcançar, através do exercício contínuo da vontade focada nos objetivos que almejamos alcançar.

É essa energia que alimenta todas as crenças e religiões do planeta, desde os primórdios da humanidade.

O que mantém a prática da fé até hoje é o fato de que, nessas jornadas espirituais, a humanidade tem encontrado o que busca e assim pode testemunhar o poder da fé.

O que realmente conta são os frutos que nascem da fé, concretos demais para que se negue esta força.

 

O curioso é que mesmo o ateu, quando impulsionado pela crença em uma determinada ideologia, obtém os mesmos efeitos. 

 

 

Tipos variados de fé

No contexto religioso, "fé" tem muitos significados. Às vezes quer dizer lealdade a determinada religião. Nesse sentido, podemos, por exemplo, falar da "fé católica" ou da "fé islâmica".

Algumas vezes, fé significa compromisso numa relação com Deus. Nesse caso, a palavra é usada no sentido de fidelidade.

Outras vezes essa fé pode ser forçada, ou seja, imposta por uma determinada comunidade ou pela família do indivíduo, por exemplo.

 

Cristianismo

Todo o conjunto dos ensinos transmitidos por Jesus Cristo e seus discípulos constitui a “fé” cristã.

 

A fé cristã baseia-se em toda a Bíblia, aceita como a Palavra de Deus. Segundo estas Escrituras, para ser aceitável a Deus, é necessário exercer fé em Jesus Cristo.

 

Na Bíblia, a palavra fé transmite a idéia de confiança. “A fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11.1).

 

Abraão é chamado o Pai da Fé porque teve confiança na palavra que Deus havia enviado para ele através de mensageiros: embora idoso, sua esposa, também idosa e estéril, teria um filho dele...

No Novo Testamento a fé é a relação sobre a auto-revelação de Deus, ou seja, os escritores igualam a fé em Deus com a crença em Jesus Cristo.

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), a fé "é a virtude teologal pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos revelou e que a Igreja nos propõe para acreditarmos, porque Ele é a própria Verdade. Pela fé, o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade»"

 

A Fé deve ser íntegra, isto é, inteira. A Fé ou é inteira ou não existe. Se duvido de uma só coisa que Deus revelou, estarei duvidando de Deus, e então não O aceitarei mais como perfeito absoluto.

 

Perde-se a Fé quando se coloca em dúvida qualquer verdade que Deus revelou e que a Igreja ensina como dogma ou como verdade de Fé que deve ser crida por todos os fiéis.

 

Não há meia Fé. A Fé pode ter maior ou menor grau.

Por isso, Jesus disse que alguns tinham pouca Fé, e de outros disse: "Grande é a tua Fé".

 

Convém rezar sempre pedindo a Deus que nos mantenha fiéis aumentando a nossa.

 

Deus não abandona ninguém, pois quer salvar a todos. Portanto, Ele concede a todos os meios para ter Fé. No Batismo, todos recebem a virtude e o dom da Fé. Aos que não são batizados, Deus dá a graça de chamá-los para a Fé.

 

É importante dizer que a fé é um dom de Deus, um presente para aqueles que lhe abrem o coração.

 

No fundo, trata-se simplesmente de dizer um “sim” a Deus.

Deus criou o homem livre para que pudesse aceitar livremente a vida e todo o dom que vem d’Ele.

 

A fé se manifesta pelo “sim” livre e consciente que o ser humano dá a Deus como resposta à sua proposta de salvação. Porém ao invés disso, damos a ele um “não”, que configura todo pecado.

 

Ter significa dizer-lhe “sim, aceito!”. Quando isso é dito do fundo da alma, com toda sinceridade, nasce uma nova criatura.

A fé não é cega, ao contrário, ela enxerga além; vai onde a racionalidade não alcança.

Alguns religiosos racionalistas, assim como pessoas não-religiosas, criticam a fé, apontando-a como irracional. Para eles, a crença deve ser restrita ao que é diretamente demonstrado por  lógica ou evidência.

A fé nos faz viver além, meus irmãos e irmãs! O meu desejo e a minha oração é que a proclamação da Palavra nesta Comunidade gere fé em nós! Meu desejo e minha oração é que experimentemos uma vida de fé!

 

 

Ø     Razão

 

Modo de pensar próprio ao Homem;

 

Faculdade de raciocinar ou de estabelecer conceitos e proposições de modo discursivo, segundo as regras lógicas do raciocínio;

 

Faculdade de distinguir o verdadeiro do falso, o bem do mal;

 

Bom senso; justiça; dever; retidão de espírito; prova por argumento, causa; motivo; idéia;

 

Na filosofia, a palavra razão comporta vários significados:

Os filósofos consideram que existem, na verdade, duas modalidades da razão: a razão instrumental ou seja, razão técnico-científica, que está a serviço da exploração e da dominação da natureza, por exemplo.

E a razão crítica ou filosófica, que é aquela que reflete sobre as coisas.

 

A razão não é uma instância transcendente, dada de uma vez por todas, mas um processo que se desdobra ou realiza ao longo do tempo. A razão evolui, progride continuamente no tempo, avança e se torna cada vez melhor.

 

A razão não cessa de indagar a si mesma o que ela é, o que ela pode e vale, por que ela existe.

 

A razão é um meio precioso de que dispomos para criar, julgar e avaliar conhecimentos, para dar sentido às coisas, às situações e aos acontecimentos e para transformar nossa existência individual e coletiva.

 

 

Ø     Fé racionalizada e Fé na razão

 

A também pode ser racionalizada, ou seja, que caminha junto à Ciência e à Filosofia. Segundo esta doutrina, razão e sentimento devem se unir para construir uma crença nascida do conhecimento.

A Fé também é uma virtude intelectual. Pois é em nosso intelecto que aceitamos as verdades que Deus nos revelou, e as aceitamos intelectualmente com o assentimento da vontade.

 

Sem a fé não podemos amar, pois ninguém pode amar o  que não conhece. Só amamos o que antes conhecemos.

 

A Fé constrói. Mas a Ciência também constrói. Constrói porque os seres humanos a descobrem a cada dia e têm nela, eles crêem fielmente na salvação que a ciência pode trazer ao mundo. Exemplo: Acreditar que o remédio pode curar.

 

Acreditar não é um ato de raciocínio, mas um ato sentimental. Porém nada é feito apenas de um elemento. Se houver apenas a Fé de onde sairão os olhos do planejar? E se houver apenas a razão como acreditar em algo que não se explica?

A verdade é que sem Fé não há razão e sem Razão a Fé se torna um cabresto, não permitindo que as coisas sejam vistas de uma forma clara.

 

Não somos chamados a uma fé irracional, mas é preciso ter uma Fé racionalizada, ou seja, Aquela fé que não é estúpida o bastante para ser enganada.

 

Ter fé não está errado, muito pelo contrário; admiro quem consegue ter fé num mundo cada vez mais descrente e desligado do lado espiritual. O que está errado é se deixar cegar por ela. Uma fé desequilibrada nos leva ao engano, o que definitivamente não é o que Deus pretende em relação a nós.

 

A Bíblia não é apenas um livro que pode ser lido apenas com os olhos da fé. Necessita-se de um pouco de estudos (razão) para se entender a cultura de antigamente, os costumes, a tradição, etc.

 

Não existe razão sem fé. Por exemplo: Você acreditou que apertando o interruptor a luz iria acender, você acreditou, ou seja teve fé e apertou o interruptor. Isso deu certo, porque você teve primeiramente fé, antes de fazê-lo, e a razão, após ver o resultado, confirmou a sua fé.

 

A fé cristã não é contraditória a ciência, pelo contrário a cada dia que a ciência avança mais ela se aproxima dessa fé e se afasta do senso comum cheio de superstições.

Deus sempre amou o conhecimento e os que têm fé nele sabe que a ciência é um dos seus dons.Ciência de menos afasta o coração de Deus e ciência de mais nos aproxima Dele. Lembre-se de atingir o equilíbrio.

 

Jesus foi o maior incentivador de pensadores do mundo. O ser humano foi feito para pensar, criar, e não para ser mero repetidor de informação. Deus criou o mundo para o homem explorar, viver, aprender e se surpreender com a linda natureza. Ele quer nos ver criando. Ele nos deu o livre arbítrio, inclusive de raciocínio e de descobertas.

 

Se Deus achasse errado os homens tentarem provar, com a Ciência, que nem sempre a Bíblia e a fé estão certas, Ele não lhes daria inteligência para fazer tais descobertas. Quando a razão e a ciência confirmam as afirmações da religião, nossas convicções se tornam inquebrantáveis.

 

A razão humana é ainda muito frágil e não poderá dispensar a cooperação da fé que a ilumina, para a solução dos grandes e sagrados problemas da vida.

 

Fé sem razão é fanatismo.

Razão sem fé é ateísmo.

As duas vão juntas na mesma direção.

A razão é necessária, mas a fé não tem limites e vai muito além do que meu pobre conhecimento pode atingir.

 

A fé, como diria o apóstolo Paulo, também se desenvolve com a mente, aliás, a mente é fundamental para o desenvolvimento da fé.

 

Uma fé desprovida de raciocínio se torna, obviamente, irracional e, por isso, manipulável e subdesenvolvida.

 

A fé quer provar que está certa, ao mesmo tempo em que a razão quer provar que está certa. O que as duas talvez não percebam é que ambas estão certas. Não se pode dizer que a fé está errada, pois depende das pessoas acreditarem ou não, mas também não se pode dizer que a razão está errada, visto que ela possui provas reais de seus acertos.

 

FIDES ET RATIO: A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de conhecê-lo a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sugestões Liturgicas Maio 2009

Neste mês dedicado à Nossa Senhora, podem ser feitas diversas homenagens, como entradas da imagem, coroação, rezas do terço, etc.

Caprichem, pois ela merece o melhor!

4° Domingo de Páscoa

02-03 Maio 2009

Leituras:Atos 4; Salmo 118; I João 3;

João 10, 11-18 (O Bom Pastor)

 

Eu sou o bom pastor!

 

Hoje é o domingo do bom pastor e Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Neste 4º Domingo da Páscoa Jesus ressuscitado, como bom pastor revela ternura e cuidado para com seu povo, e em especial com os pobres e sofredores. Ele é o pastor que doa sua vida para o rebanho tenha vida em abundancia. O Pai nos conceda a graça de viver em sua comunhão e na doação gratuita e generosa aos nossos irmãos e irmãs.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Um ícone de Cristo como Bom Pastor auxiliará a comunidade a contemplar sua presença em nosso meio. Esse ícone pode vir na procissão de entrada juntamente comum cartaz escrito: “Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas”.

-       Nas preces da comunidade recordar o Dia Mundial de Orações pelas Vocações sacerdotais e religiosas rezando uma Oração Vocacional.

-       Convidar as pessoas ao abraço da paz, partilhando a alegria de quem se sente conduzido pelo amor do Bom Pastor.

-       O canto de comunhão pode ser o salmo 23: “O Senhor é meu pastor...” ou “pelos prados e campinas...”.

 

 

5° Domingo de Páscoa

09-10 Maio 2009

Leituras: Atos 9; Salmo 22; I João 3;

João 15, 1-8 (A videira e os ramos)

 

Eu sou a videira verdadeira!

 

Celebramos hoje o domingo da videira e dos ramos e também o dia dedicado às mães. Cristo ressuscitado nos convoca a uma relação de intimidade comparada à dos ramos com o tronco da arvore. A comunidade dos discípulos-missionários que permanecer unida ao ressuscitado terá vida plena e, como a videira, produzirá os frutos desejados pelo Pai. Esta comunidade será verdadeira testemunha do carinho de Deus no meio da sociedade.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Acolher com carinho e destacar a presença das mães na comunidade. Se oportuno convida-las a entrar acompanhando a procissão de entrada.

-       Incluir nas preces da comunidade intenções pelas mães.

-       A procissão do ofertório também pode ser feito pelas mães.

-       Destacar a oração do Pai nosso como sinal de unidade intima com o Pai. E reza-lo de mãos dadas simbolizando a união “dos ramos” (da comunidade).

-       Se possível colocar uma pequena arvore junto a mesa da palavra (ambão).

 

6° Domingo de Páscoa

16-17 Maio 2009

Leituras: Atos 10; Salmo 98; I João 4;

João 15, 9-17 (Mandamento do Amor)

 

Amai-vos uns aos outros!

 

Celebramos hoje o domingo do mandamento do amor e somos convidados a contemplar o amor de Deus revelado na pessoa, nos gestos e nas palavras de Jesus Cristo. Amando o próximo devemos dar nossa resposta às inúmeras manifestações do amor terno de Deus para com seu povo.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Criando um ambiente orante antes da celebração pode-se cantar o refrão: “Onde reina o amor, fraterno amor. Onde reina o amor, Deus aí está”.

-       Acolher com amor os irmãos e irmãs que chegam com símbolos que representam o amor, como um coração vermelho com a mensagem: “Como Eu vos amei, amai-vos uns aos outros”. Depois, no ofertório, as pessoas podem ofertar esse coração, como se estivessem oferecendo o seu amor a Deus. No final da celebração distribuí-los novamente.

-       Como acolhida amorosa, fazer o abraço da paz no início da celebração,.

-       O canto da comunhão pode ser: “Prova de amor maior não há...” ou “Eu vos dou um novo mandamento...”.

 

7° Domingo de Páscoa

Ascenção do Senhor

24-25 Maio 2009

Leituras: Atos 1; Salmo 47; Efésios 1;

Marcos 16, 15-20 (ascenção de Jesus)

 

Vão pelo mundo inteiro e a todos anunciem a Boa Nova!

 

O mistério da Ascenção de Cristo significa “elevação” também para nós. Ele elevou-se ao céu, não para afastar-se de nós, mas para dar-nos a certeza de que nos conduzirá, um dia, à gloria do Pai. Hoje, não comemoramos uma despedida, mas um novo modo d`Ele estar presente conosco todos os dias.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Valorizar as resposta da assembléia ao dizer: “Ele está no meio de nós”.

-       Realçar a leitura dos Atos dos Apóstolos, ela pode ser cantada ou dialogada.

-       Incentivar a participação na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que começa hoje, acompanhando (até pela TV) as iniciativas, grupos e celebrações preparadas para essa ocasião.

-       O evangelho pode ser dialogado por um rapaz, que diz a fala de Jesus e por uma moça, que faz o restante.

-       Na mensagem final lembrar que: Movidos pelo Espírito Santo e pelas bençaos de Deus seremos testemunhas até os confins da terra e realizaremos com as mais diferentes expressões a missão salvadora de Jesus na sociedade em que vivemos.

 

Domingo de Pentecostes

30-31 Maio 2009

Leituras: Atos 2; Salmo 103; I Coríntios 12;

João 20, 19-23 (Aparição do ressuscitado)

 

Recebei o Espírito Santo!

 

Concluindo a caminha da Páscoa, hoje, o Senhor nos reúne para celebrar o dom do Espírito Santo, que, conforme Ele havia prometido, é soprado sobre toda a comunidade reunida. Esse Espírito nos renova, transforma e edifica. Com os seus dons, fortalece a nossa missão de anunciar a Boa Nova até os confins do mundo.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Na precisão de entrada, um cartaz com o desenho dos sete dons do Espírito Santo.

-       Cantar a sequência: “A nós descei divina luz...” enquanto se acendem, no altar, sete velas coloridas representando os dons.

-       Convidar os agentes de pastorais, que são pessoas que colocam os seus dons à serviço da comunidade, para que rezem, junto ao círio pascal, a oração do Creio, como sinal de renovação de seu serviço.

-       Após a benção final apagar a chama do círio pascal, pois este é o último dia em que ele estará junto ao altar.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Sugestões liturgicas para o mês de Abril 2009

 Domingo de Ramos

4-5 Abril 2009

Leituras: Marcos 11, 1-10; Isaias 50; Salmo 21; Filipenses 2;

Marcos 14, 1- 15, 47. (Paixão do Senhor).

 

Rei e servo sofredor.

 Os Ramos são sinal de um povo que aclama o seu Rei e o reconhece como Senhor que salva e liberta. Mas a sua realeza se manifestará de modo desconcertante na cruz. Contemplando a paixão e morte de Jesus, fazemos memória dos sofrimentos, das injustiças e das violências experimentadas por milhões de seres humanos em todo o mundo. Iniciamos hoje, a Semana Santa, dias em que relembramos a história da nossa salvação.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Providenciar ramos e ervas medicinais para entregar para as pessoas à medida que vão chegando.

-       Os ritos iniciais deve ser realizados a certa distancia da Igreja para que se possa fazer uma verdadeira procissão.

-       Animar a procissão com “vivas” e cânticos apropriados.

-       À frente da procissão pode ir um cartaz com os dizeres: “Viva Cristo, nosso Rei” ou o cartaz da CF.

-       A cor litúrgica de hoje é o Vermelho.

-       A coleta é integralmente destinada a CF. Colocar o cesto da coleta próximo ao cartaz da CF.

 

Domingo de Páscoa

11-12 Abril 2009

Leituras:Atos 10; Salmo 117; Colossenses 3 ou I Coríntios 5;

João 20, 1-9. ou Lucas 24,13-35.

 

Alegremo-nos: Este é o dia que o Senhor fez para nós.

É Páscoa! Festa da vida que venceu a morte. Verdadeiramente Cristo ressuscitou, Aleluia! Nossa fé na ressurreição de Jesus baseia-se na fé dos primeiros discípulos que reconheceram o crucificado como ressuscitado. Essa é a Boa Nova que devemos anunciar: Deus está vivo no meio de nós! Aleluia, Aleluia!!!

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       A celebração de hoje, de modo muito especial, deve demonstrar a máxima alegria pela vitória de Cristo sobre a morte. Cristo venceu, e nós com ele.

-       Na procissão de entrada vem o Círio Pascal, rodeado de crianças com balões brancos.

-       No ato penitencial aspergir a assembléia com a água que foi abençoada na Vigília Pascal, ajudando a comunidade a aprofundar sua consagração batismal. Se não for a água abençoada na Vigília, o ministro pode fazer a bênção própria para o tempo pascal (Missal pg. 1002) Cantar: Banhados em Cristo, somos uma nova criatura...

-       Providenciar bandeirinhas brancas para serem agitadas na Aclamação ao Evangelho.

-       Na procissão do ofertório trazer símbolos pascais. 

-       O abraço da paz deve manifestar a alegria da comunidade e seu propósito de viver uma vida nova unida no amor fraterno.

-       Benção final própria do Tempo Pascal.(Missal pg. 523).

 

 

 2° Domingo de Páscoa

18-19 Abril 2009

Leituras:Atos 4; Salmo 117; I João 5;

João 20, 19-31 (Tomé)

 

A paz esteja com vocês!

 Neste domingo, indo ao encontro e manifestando-se vivo à comunidade dos discípulos, Cristo retoma o sopro original da criação e transmitem-lhe a reconciliação e a paz, dons de sua Páscoa! Em Tomé existe um pouco de todos nós, com nossas duvidas, problemas e nossa fé vacilante. Hoje recebemos uma bela lição sobre a fé, que não precisa ver.

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Manter o mesmo jubilo do Domingo anterior. “Os cinqüenta dias entre o domingo da ressurreição e o domingo de pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem uma só festa, ou melhor, como um único e grande domingo” (Calendário romano geral, n. 22).

-       Na procissão de entrada vem o Círio Pascal, rodeado de crianças com balões brancos.

-       O ato penitencial pode ser depois do evangelho, pois nele foi proclamado o poder dado aos apóstolos de perdoar pecados. Pode ser feito por aspersão, com o canto: Banhados em Cristo... .

-       Providenciar bandeirinhas brancas para serem agitadas na Aclamação ao Evangelho.

-       O Evangelho pode ser encenado pelos jovens. Enquanto o ministro proclama os jovens podem encenar o que esta sendo proclamado.

-       Benção final própria do Tempo Pascal.(Missal pg. 523).

 

3° Domingo de Páscoa

25-26 Abril 2009

Leituras:Atos 3; Salmo 4; I João 2;

Lucas 24, 36-48 (Discípulos de Emaús).

 

Enquanto explicava as escrituras ardia o nosso coração.

 Neste 3° domingo da Páscoa somos convidados a crer e fazer a experiência de Jesus, de sua ressurreição e vida nova em Deus, para sermos suas testemunhas como discípulos e missionários. Jesus ressuscitado revela-se à comunidade, ele está vivo e continua presente, apesar de às vezes não o reconhecermos. É no encontro comunitário, na escuta da Palavra e na partilha do Pão que fazemos a experiência do encontro com o ressuscitado.

 

 

Sugestões para a Celebração:

 

-       Manter a mesma solenidade dos Domingos anteriores.

-       Na procissão de entrada vem o Círio Pascal, rodeado de crianças com balões brancos.

-       Dar destaque especial à Palavra e à fração do Pão:

-       Podem-se fazer a procissão da entrada da bíblia enfeitada por fitas coloridas, flores, e também um pão grande.

-       Ao final da celebração pode-se fazer a partilha do pão. 

quarta-feira, 11 de março de 2009

Quaresma

Quaresma: quarenta dias de preparação.

Jesus ressuscitou “no primeiro dia da semana” (Mt 28,1). As primeiras comunidades começaram a reunir-se todas as semanas para festejar a vitória de Jesus sobre a morte. Com o tempo os cristãos sentiram a necessidade de solenizar de maneira muito especial o acontecimento que mudou os rumos da história. Decidiram fazer, uma vez por ano, uma grande festa, com cuidadosa preparação, para celebrar intensamente a Páscoa de Jesus. Como toda festa que se preze merece uma boa e prolongada preparação, não podia ser diferente a preparação da maior festa de todas. Surge então a Quaresma que são os quarenta dias que antecedem a Páscoa.

Memória do Batismo.
Antigamente a quaresma era o período durante o qual, através da penitência e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite da Páscoa.
Para os batizados o tempo quaresmal é sempre uma nova oportunidade de recolocar a vida nos trilhos da salvação, ou seja, um tempo privilegiado de conversão, de combate espiritual, de jejum e abstinência visando à renovação de nossa aliança batismal (renovação das promessas batismais feita no Sábado Santo).

Tempo de renovação.
Desde os tempos mais antigos da era cristã a quaresma foi considerada como um tempo de renovação espiritual e de fortalecimento interior para o testemunho do evangelho. Isso por meio de três práticas muito significativas: a oração, o jejum e a caridade.
A oração como experiência de fé e gratuidade para pedir a Deus as forças e a graça da conversão para colocarmos o evangelho em prática e permanecermos no bom caminho.
O jejum e a caridade como expressão do seguimento do Mestre que exige o abandono de nós mesmos e a doação aos irmãos. O jejum concentra-se na partilha dos bens: “Nós vos prescrevemos o jejum lembrando-vos não só a abstinência, mas também as obras de misericórdia. Desse modo, o que tiverdes poupado nos gastos normais, se transforme em alimento para os pobres” (São Leão Magno).
Privando-se do alimento terreno, nas múltiplas formas que se lhe apresentam, aprenderemos a saborear, acima de tudo, o pão da Palavra de Deus e da Eucaristia, e melhor sentiremos o dever de dividirmos nossos bens com os outros. Porém, a quaresma não é um tempo de luto ou tristeza, mas de intensa expectativa e inteligente concentração para viver prazerosa e intensamente as alegrias da Ressurreição do Senhor.
Unidos a Jesus, que toma o caminho do deserto para aí ser tentado, entramos com toda a Igreja na grande provação da quaresma, com a intenção de optar sempre pela vontade do Pai, em todas as circunstâncias. Tudo isso para fazermos da quaresma uma verdadeira participação no mistério pascal de Cristo. Padecemos com Cristo para participar de sua glória e sentir, na vida, a alegria de sua ressurreição. (Cf. Rm 8,17).

Liturgia.
O tempo litúrgico da quaresma se estende da Quarta-feira de cinzas até o Domingo de ramos quando começa a Semana Santa. Nas missas dominicais deste tempo não se canta o hino de louvor (glória) e também o aleluia, pois são reservados para a grande solenidade da Vigília Pascal. A cor litúrgica é o roxo, pois por ela melhor expressamos nossa dimensão de penitencia e de disposição à conversão. Para o 4º domingo (Laetare) é permitido o uso da cor rosa ou róseo.

Campanha da Fraternidade.
Celebrar a quaresma implica também assumirmos juntos, como povo de Deus num autêntico mutirão, a busca da paz, da concórdia e, sobretudo da Fraternidade, autênticos dons de Deus, mas frutos também da nossa co-responsabilidade social. A dimensão comunitária da quaresma é, no Brasil, vivenciada e assumida pela Campanha da Fraternidade. Ela começa na Quarta-feira de cinzas, porém não termina junto com a quaresma, mas deve ser meditada o ano inteiro.
Focalizando uma situação especifica da realidade social, a CF nos ajuda a viver concretamente a experiência da Páscoa de Jesus na vida do povo. Ela mantém e fortalece o espírito quaresmal. O Concílio Vaticano II recomenda que “a penitencia quaresmal não seja só interna e individual, mas, sobretudo externa e social” (SC 110).

Celebrar a Eucaristia no tempo da quaresma significa:
- Percorrer, juntamente com Cristo, o itinerário da provação que pertence à Igreja e a cada ser humano;
- Assumir mais decididamente a obediência filial ao Pai e o dom de si aos irmãos, que constituem o sacrifício espiritual;
- Assim, renovando os compromissos do nosso batismo na noite pascal, poderemos “fazer a passagem” para a vida nova de Jesus ressuscitado, para a glória do Pai, na unidade do Espírito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sugestoes Liturgicas para o mes de Março de 2009

2º Domingo da Quaresma
07-08 Março 2009
Leituras: Gênesis 22; Salmo 115; Romanos 8;
Marcos 9, 2-10 (Transfiguração).

A salvação é oferecida a todos.

Ao nosso redor há tantas pessoas que se afastaram da nossa comunidade. Há crianças morando nas ruas, jovens entregues às drogas, é incontável os que passam fome e os que não tem casa onde morar. O que essa situação tem a ver com a nossa preparação para a Páscoa e com o evangelho da Transfiguração de Jesus? Essa realidade nos mostra que precisamos transfigurar / mudar a sociedade em que vivemos por meio de nossas ações fraternas, solidárias e proféticas.

Sugestões para a Celebração:

- Onde for possível a comunidade se reúne fora da Igreja ao redor de uma grande cruz. Quem preside faz o sinal da cruz e no Ato penitencial convida a todos a fazer sua caminhada quaresmal (procissão rumo a Igreja).
- No ofertório (ou após o Evangelho) pode entrar cartazes recordando as realidades que hoje precisam ser transfiguradas, transformadas, especialmente em relação ao tema da CF (Campanha da Fraternidade). pode ser recortes de jornal e revistas, desenhos, ou objetos.
- Fazer uma prece especial ou uma homenagem no final da celebração para as mulheres no seu Dia Internacional.
- Rezar a oração da CF.

3º Domingo da Quaresma
14-15 Março 2009
Leituras: Êxodo 20; Salmo 18; I Coríntios 1;
João 2, 13-25 (Expulsão dos Mercadores no Templo).

A nova casa de Deus é a comunidade dos crentes.

Jesus expulsa os vendilhões do Templo para mostrar que sua casa, a assembléia reunida, não é lugar de exploração e nem de alienação. Somos chamados hoje a uma verdadeira purificação nos colocando diante do Senhor que nos pede um culto perfeito, nascido na sinceridade do coração, da solidariedade e da justiça. Esse é o novo e verdadeiro culto que Jesus quer que façamos!

Sugestões para a Celebração:

- No ofertório levar o cartaz da CF oferecendo a Deus a participação da comunidade na Campanha.
- Motivar os grupos que fazem encontros da CF (CF em família, Via Sacra, etc.) para que convidem mais pessoas para participar desses encontros e da vida da comunidade. Essa é a forma mais concreta de sermos discípulos-missionários.
- Lembrar que dia 19 de março é dia de São José, esposo de Maria.

4º Domingo da Quaresma
21-22 Março 2009
Leituras: II Crônicas 36; Salmo 136; Efésios 2;
João 3, 14-21. (Jesus fala da Serpente levantada no deserto).

Deus é rico em misericórdia.

Jesus erguido numa cruz atrai e salva a todos. Ele é a prova do quanto Deus amou o mundo. Quanto a nós é necessário fazer uma opção clara e decidida por nosso Senhor Jesus Cristo. Essa opção deve nos tornar capazes de cativar os que andam nas trevas da injustiça, da pobreza e da violência.

Sugestões para a Celebração:

- A cor litúrgica de hoje é o rosa (ou róseo). Pode-se preparar o espaço da celebração com sinais de alegria, como as flores. Os instrumentos musicais podem dar um toque de festividade a toda a celebração.
- Fazer entrada solene da cruz (com a imagem de Cristo nela), acompanhada de velas e de algum símbolo ligado à CF. e coloca-la em lugar de destaque.
- Durante a proclamação do evangelho erguer a cruz diante da comunidade.
- Lembrar que 25 de março é solenidade da anunciação do Senhor.

5º Domingo da Quaresma
28-29 Março 2009
Leituras: Jeremias 31; Salmo 50; Hebreus 5;
João 12,7-9. (Querem ver Jesus).

Em Cristo está a nova aliança.

Aproximando-nos do final da Quaresma somos convidados a ver Jesus, o que isso significa? Por que ver Jesus? Vê-lo é compreender sua atitude e desvendar seu projeto. Jesus mesmo explica esse projeto fazendo uma meditação sobre a “hora”. Essa “hora” é o final da sua vida terrestre, que se aproxima. Ou seja, a “hora” é o momento no qual o amor gratuito de Deus é expresso na cruz.

Sugestões para a Celebração:

- Trazer na procissão de entrada (ou no ofertório) uma vasilha com terra e algumas sementes. (lembrando a comparação feita por Jesus no evangelho).
- Na oração da assembléia lembrar os acontecimentos e as ações da comunidade que são sinais de vida e ressurreição.
- Entregar os envelopes para a coleta da CF. e alem disso motivar gestos concretos sobre a CF na nossa comunidade.

Páscoa: Passagem para uma vida nova!

A Páscoa Judaica
Para entendermos a Páscoa cristã, vamos, sinteticamente, buscar sua origem na festa judaica de mesmo nome. O ritual da Páscoa judaica é apresentado no livro do Êxodo (Ex 12, 1-28). A palavra “Páscoa” significa “passagem”. O anjo exterminador “passou” diante das casas dos hebreus, isto é, não entrou pelas portas pintadas com o sangue do cordeiro. Houve “passagem” também pelo Mar vermelho e pelo deserto, da terra da escravidão do Egito para a terra que Deus tinha prometido. Páscoa significa, portanto, já no Antigo Testamento, passagem da vida de escravos para uma vida em liberdade.
A Páscoa judaica é uma das mais importantes festas do calendário judaico, ela é celebrada por oito dias e comemorada com um rito todo particular. Anualmente, conforme a ordem recebida por Moisés (Ex 12, 21-28) os hebreus celebravam a Páscoa que começava no princípio do décimo quinto dia de Nisã, com a refeição sacrificial, quando um cordeiro ou um cabrito inteiro era assado e comido pelos membros duma mesma família com ervas amargas e pães ázimos (sem fermento); nessa ocasião o chefe da família contava a história da redenção do Egito.
Os sacrifícios significavam expiação e dedicação; as ervas amargas faziam lembrar da amargura da servidão egípcia; os pães ázimos simbolizavam a pureza (Lev 2, 11).

A Páscoa de Cristo.
A festa da Páscoa passou a ser uma festa cristã após a última ceia de Jesus com os apóstolos, na Quinta-feira santa (Mt 26, 17-20), essa última ceia é considerada como a refeição ritual que acompanha a festividade da Páscoa judaica. Ao celebrar a Páscoa Jesus institui a NOVA PÁSCOA, a Páscoa da libertação total do mal, do pecado e da morte numa aliança de amor de Deus com a humanidade.
Cristo é o Cordeiro de Deus (Jo 1, 29), pois se sacrificou uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade. Hoje, ao celebrarmos a Páscoa, não ofertamos o sacrifício de um cordeiro e nem nos alimentamos com pães sem fermento, porque Cristo já se deu em sacrifício uma vez por todas (I Cor 5, 7; Ef 5, 2), como cordeiro pascal para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime. Essa á Nova Aliança de Deus realizada pelo sangue de seu Filho (Mc 14, 24), aliança, agora não só com um povo, mas com todos os povos.


A Páscoa para a Igreja.
Para nós cristãos a Páscoa simboliza a morte vicária (substitutiva) de Cristo, ou seja, Jesus morreu em nosso lugar para nossa redenção. Sendo a festa magna da Igreja Católica, pela Páscoa celebramos a ressurreição de Jesus, ou seja, sua vitória sobre a morte e a desesperança (Rm 6, 9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo somos participantes dessa nova vida (Rm 6, 5).
A Páscoa é o tempo do Aleluia que ressoando constantemente quer exprimir a alegria da nova criação, ou seja, o dia em que todas as coisas se tornaram novas. A celebração pascal é uma celebração antecipada dos bens do céu, “do tempo da alegria que virá em seguida, do tempo do repouso, da felicidade e da vida eterna” (Sto. Agostinho).
Na primeira carta aos coríntios Paulo estabelece a conexão entre pregação, fé e ressurreição: “E se Cristo não ressuscitou, a nossa pregação é sem fundamento, e sem fundamento também é a vossa fé. E se Cristo não ressuscitou, a vossa fé não tem nenhum valor e ainda estais nos vossos pecados”. (1Cor 15, 14. 17). Assim sendo, a missão da Igreja é anunciar a fé no Jesus ressuscitado.

Porque a data da Páscoa não é a mesma todo ano?
A data cristã da Páscoa foi fixada durante o Concílio de Nicéia, em 325 d.C., como sendo o primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre após o dia do Equinócio, que é quando o sol passa por sobre a linha da Equador, data que ocorre entre os dias 22 de Março e 25 de Abril.
A Quaresma se inicia na Quarta-feira de cinzas, 46 dias antes da Páscoa e termina no Domingo de Ramos, quando se inicia a Semana Santa. Os cinquenta dias depois da Páscoa são de certo modo uma festa ininterrupta abrangendo sete domingos, sendo o sétimo o Domingo da Ascenção do Senhor. O tempo Pascal se encerra no quinquagésimo dia com o Domingo de Pentecostes.

Nossa Páscoa.
Desde os primeiros tempos a Igreja celebra a Páscoa como comemoração da passagem de Cristo desta vida terrena para a vida da glória, através da sua morte e ressureição. Para nós a Páscoa é o nosso definitivo êxodo do mundo do pecado e da escravidão para uma vida de justiça e de amor, isto é, de libertação da escravidão do mal para a vida de filhos de Deus. Portanto, nesta Páscoa somos chamados a viver uma vida nova em Cristo Jesus. Essa renovação devemos buscar continuamente até realizarmos um dia a nossa passagem definitiva desta vida para a outra vida, a eterna.

Seminarista Marcio Canteli.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

JUBILEU DE PRATA

MARCIO CANTELI 25 ANOS

Quem diria hein?! o Véio está ficando mais velho! me considero com 125 anos! rsrsrs

2009 será e está sendo um ano muito especial para mim!

No dia 16 de Fevereiro o nosso Bispo diocesano, Dom José esteve aqui no seminario admitindo todos nós do 1º ano de Teologia às ordens. Ou seja, agora sou oficialmente reconhecido pela Igreja como candidato ao sacerdócio!

Estou fazendo meus trabalhos pastorais na cidade de Socorro, onde fui muito bem acolhido! e estarei trabalhando na comunidade Nossa Senhora Aparecida (Aparecidinha), que futuramente poderá vir a ser uma Paróquia!

Estou muito motivado com o primeiro ano dos sagrados estudos teologicos!

Enfim estou muito Feliz graças a Deus!!! :-)

Sugestoes Liturgicas para o mes de Fevereiro de 2009

6º Domingo do Tempo Comum
14-15 de Fevereiro 2009

Leituras: Levitico 13; Salmo 31(32); I Coríntios 10;
Marcos 1, 40-45 (Cura de um leproso).

Sede meus imitadores como eu sou de Cristo.
Hoje o Evangelho nos narra a cura de um leproso. A enfermidade era ligada diretamente ao pecado. Jesus considera a vida humana mais importante, por isso acolhe o homem, livra-o da lepra e possibilita sua inclusão social. Todos temos direito à vida e a ser respeitados em nossa dignidade humana, por isso é dever de todos nós a promoção de uma sociedade mais justa, mais solidária e mais fraterna.

Sugestões para a Celebração:

- Salientar o abraço da paz, para que todos possam tocar o outro num gesto de acolhida.
- O Ato Penitencial pode ser por aspersão com a seguinte motivação: “Derramarei sobre vós uma água pura e sereis purificados” (Ez 36, 25).
- Fazer uma prece especial pelo Multirao de Comunicação da América Latina, que se realizará nos dias 12 a 17 de Julho 2009, em Porto Alegre.
- Os detalhes na decoração da Igreja merecem cuidado especial, pois nunca devem se sobrepor ao essencial. As flores, por exemplo, não são mais importantes que o altar, o ambão e outros lugares simbólicos. Os excessos desvalorizam os sinais principais, como a mesa do altar, da palavra, o pão e o vinho, etc. a sobriedade na decoração favorece a concentração no mistério. (Guia litúrgico pastoral).


7º Domingo do Tempo Comum
21-22 de Fevereiro 2009
Leituras: Isaias 43; Salmo 40(41); II Coríntios 1;
Marcos 2, 1-12 (Cura do paralitico).

Vendo sua fé disse: Filho, os teus pecados estão perdoados.
O Tempo da Quaresma se aproxima e desde já surge o apelo ao perdão e a reconciliação com Deus. Como no domingo passado, mais uma vez o milagre da cura do corpo é sinal visível de que a humanidade necessita enxergar as grandes maravilhas de Deus. Jesus não quer que o encontremos só como medico do corpo, mas como um homem-Deus rico em misericórdia, ao qual imploramos o perdão de nossos pecados.

Sugestões para a Celebração:

- O Ato Penitencial, momento especial de perdão e cura, pode ser feito após a homilia, e seja feito com algum gesto concreto como, por exemplo, lavar as mãos numa bacia com água.
- Um canto adequado para hoje é: “Pelos pecados, erros passados...”.
- Na procisao das ofertas, ou de entrada, trazer uma cartaz com os dizeres: Perdão e cura.
- No final da celebração lembrar o início da Quaresma, com a abertura da Campanha da Fraternidade, na quarta-feira de cinzas, também dia de jejum e abstinência.



Quarta-feira de cinzas

25 de Fevereiro 2009
Leituras: Joel 2; Salmo 50; II Coríntios 5;
Marcos 6, 1-6,16-18 (Convertei-vos e crede no Evangelho!).

Reconciliai-vos com Deus!
Hoje a comunidade cristã é convocada a acolher a ação misericordiosa de Deus e voltar a Ele. E isso será feito pela Oração, Jejum e pela Caridade, as três boas obras mencionadas no Evangelho.

Sugestões para a Celebração:

- Na procissão de entrada trazer o cartaz da Campanha da Fraternidade, que é colocado num lugar de destaque. Este mesmo cartaz pode entrar em todas as celebrações da quaresma.
- Explicar o sentido das cinzas: sinal de arrependimento pela nossa condição de pecadores.
- Rezar a Oração da Campanha da fraternidade.
- Os cânticos são próprios para este tempo.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

FELIZ 2009

PARA MIM O ANO DE 2008 FOI MUITO EXIGENTE, POREM MUITO GRATIFICANTE.

ESPERO QUE 2009 SEJA UM ANO REPLETO DE PAZ, ALEGRIA, AMOR, CARIDADE, SOLIDARIEDADE, PERDAO, E PRINCIPALMENTE MUITAS FELICIDADES !

TUDO ISSO DESEJO PARA TODOS OS MEUS FAMILIARES, AMIGOS E CONHECIDOS!!!

SE PARA VOCÊ 2008 FOI UM ANO BOM, QUE 2009 SEJA MELHOR AINDA.
SE NAO FOI BOM, AGORA TEMOS UM ANO NOVINHO EM FOLHA PARA CORRERMOS ATRÁS DE TUDO O QUE QUEREMOS!

UM FORTE ABRAÇO E FELIZ ANO NOVO!!! :-)

Sugestoes Liturgicas para o mes de Janeiro de 2009

Santa Maria Mãe de Deus
1 de Janeiro 2009

Leituras: Números 6; Salmo 66(67); Gálatas 4;
Lucas 2, 16-21 (Os pastores e os anjos).

Deu ao mundo a luz eterna!
Ao completar-se a oitava de natal, hoje somos chamados ao encontro com Jesus, através de Maria, a “cheia de graça”. Em nossas comunidades sua forte presença tem enriquecido e continuará enriquecendo a dimensão materna da Igreja. Hoje é o dia mundial de oração pela paz e o início do ano civil; rezemos para que a paz que emana de Cristo seja derramada sobre todos nós nesse ano que se inicia!

Sugestões para a Celebração:

- O ensaio dos cantos com a assembléia ajuda a criar um clima alegre e orante para a celebração, além de ser uma forma de o povo aprender os cantos e assim participar melhor da celebração.
- Trazer na procissão de entrada e colocar próximo ao altar uma imagem ou um ícone de Maria com o menino Jesus.
- Por ser o Dia Universal da Paz o abraço da paz pode ser dado no início da celebração.
- A cor litúrgica de hoje é o branco, cor que também é símbolo da paz; por isso essa cor deve ornamentar todo o espaço litúrgico.
- As crianças vestidas de branco pode fazer uma coreografia em torno da bandeira branca da paz no final da celebração ou no ofertório.
- Ao final da celebração motivar a assembléia desejarem uns aos outros os votos de um santo e abençoado ano novo.



Epifania
4 de Janeiro 2009

Leituras: Isaias 60; Salmo 71(72); Efésios 3;
Mateus 2, 1-12 (Belém, os magos e a estrela).

Nós vimos sua estrela
A festa da epifania enfoca a manifestação do Senhor. Essa palavra de origem grega significa o ato de dar a conhecer, de revelar, de pronunciar publicamente. A centralidade dessa festa, portanto, está em Jesus e não nos reis magos. Apesar de essa festa ser conhecida popularmente como “festa dos reis”, esses personagens foram somente instrumentos de Deus para mostrar ao mundo que seu Filho amado veio trazer a salvação a todos os povos.

Sugestões para a Celebração:

- Dar destaque aos seguintes símbolos: os magos, o ouro, incenso e a mirra; e principalmente a estrela, que pode ser colocada próxima ao ambão da Palavra.
- No início da celebração destacar que hoje Jesus manifestou-se a todas as nações, povos, e “gentes” e nomear as diversas etnias que participam da comunidade.
- Valorizar as etnias que constituem a comunidade e isso pode ser feito convidando representantes das mais diversas etnias para proclamar as leituras, para a procissão do ofertório, etc.
- Pode-se fazer um presépio vivo com os magos em algum momento da celebração.
- Três crianças vestidas de reis magos podem trazer as ofertas para o altar.
- Ao final da celebração tem-se o costume de anunciar as solenidades e festas moveis do ano litúrgico.



Batismo do Senhor
11 de Janeiro 2009

Leituras: Isaias 42; Salmo 28(29); Atos 10;
Marcos 1, 7-11 (João batiza Jesus no rio Jordão).

Viu o céu se abrindo e o Espírito descendo sobre Ele.
A celebração de hoje nos conduz ao Batismo de Jesus e com essa festa encerra-se o ciclo do Natal. Nessa solenidade o Espírito Santo desce sobre Jesus que ouve a vos do Pai; por isso dizemos que esse acontecimento evidencia nosso Deus uno e trino. O batismo de Jesus também nos remete a considerar o nosso próprio batismo. Que essa festa impulsione nosso Espírito ao discipulado para que sejamos missionários do Filho amado do Pai.

Sugestões para a Celebração:

- No ambiente celebrativo colocar alguns símbolos do batismo como a pia batismal, a água, o óleo, a vela, a veste branca, etc.
- Na procissão de entrada vai um cartaz com uma pomba e os setes dons do Espírito Santo.
- Pode ser feito o ato penitencial por aspersão.
- Rezar o creio niceno-constantinopolitano e em seguida renovar as promessas batismais com as velas acesas em mãos.



2º Domingo do Tempo Comum – Ano B
18 de Janeiro 2009

Leituras: I Samuel 3; Salmo 39(40); I Coríntios 6;
João 1, 35-42 (Mestre onde moras? Vide ver!).

Tu me chamaste, aqui estou.
O Tempo Comum tem como centralidade o encontro com Jesus e todo encontro tem suas singularidades que repercutem em nossas vidas deixando marcas. Após o encontro com Jesus ocorre uma transformação nas pessoas e elas se tornam discípulas missionárias. A experiência com o mestre inunda os apóstolos de tal forma que os faz desejar que muitos outros também o sigam. Deixemos que o espírito missionário de nossa Igreja também possa guiar nossos passos no caminho do Mestre.

Sugestões para a Celebração:

- Citar exemplos de pessoas que ouviram o chamado de Deus e dedicam suas vidas a Deus e ao próximo e aproveitar para lembrar os ministérios que existem na comunidade e que precisam de gente de boa vontade.
- A primeira leitura de hoje pode ser encenada por uma criança ou jovem.
- As preces da comunidade pode enfatizar a suplica ao Senhor pelo fortalecimento do discipulado na comunidade.
- A aclamação ao evangelho faz parte do rito da celebração, por isso deve ocorrer como se encontra no Lecionário, podendo ser cantada com uma melodia fácil para toda a comunidade.
- É recomendável que o canto de comunhão retome a mensagem do evangelho: “O canto de comunhão, que pode retomar o Evangelho do dia, garante a unidade das mesas da palavra e da eucaristia. Cantos de cunho individualista ou temático não expressam a densidade desse momento” (Guia Litúrgico Pastoral).



3º Domingo do Tempo Comum
25 de Janeiro 2009
MISSA DA CONVERSÃO DE SÃO PAULO APÓSTOLO.

Leituras: Atos 22; Salmo 116(117); I Coríntios 7;
Marcos 16, 15-18 (Ide a anunciai!).

Tu me chamaste, aqui estou.
O Tempo Comum tem como centralidade o encontro com Jesus e todo encontro tem suas singularidades que repercutem em nossas vidas deixando marcas. Após o encontro com Jesus ocorre uma transformação nas pessoas e elas se tornam discípulas missionárias. A experiência com o mestre inunda os apóstolos de tal forma que os faz desejar que muitos outros também o sigam. Deixemos que o espírito missionário de nossa Igreja também possa guiar nossos passos no caminho do Mestre.

Sugestões para a Celebração:

- Enquanto as pessoas vão chegando pode-se cantar suavemente o Hino da Caridade (ICor. 13), há várias versões para esse hino, escolher o mais apropriado ao contexto da comunidade.
- Lembrar que estamos celebrando o Ano Paulino.
- Na procissão de entrada alguém que se chama Paulo, Paula, Paulina, entre outros, pode trazer uma imagem ou um cartaz do apóstolo Paulo e colocar no presbitério. Lembrando que tudo o que for colocado no presbitério não deve sobressair-se ao altar e ao ambão.
- O ato penitencial seja bem preparado, com um forte apelo à mudança de vida, à conversão, que deve ser uma atitude constante para o Cristão.
- Fazer a profissão de fé niceno-constantinopolitano.
- Ao final fazer um envio missionário.
- As preces da comunidade pode enfatizar a suplica ao Senhor pelo fortalecimento do discipulado na comunidade.
- A aclamação ao evangelho faz parte do rito da celebração, por isso deve ocorrer como se encontra no Lecionário, podendo ser cantada com uma melodia fácil para toda a comunidade.